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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

28 de fev de 2012

A vocação é também sacrifício.

Em sua penúltima Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações (1977) o papa Paulo VI recordava o lugar fundamental da fé e do amor na resposta ao chamado divino. Percebemos aí um ato heroico de todo indivíduo convidado a perder sua vida por amor ao seu próximo. Somente a fé e o amor são capazes de levar a pessoa a abraçar os sacrifícios e a necessária renúncia para uma resposta generosa ao chamado proposto por Deus. Paulo VI  afirma categoricamente que “a vocação é também sacrifício”. Sacrifício este que passa do mais simples que é o sair do convívio dos pais ao mais complexo que é o permitir que Deus se faça vontade no lugar das próprias vontades pessoais, de esquecer-se de si próprio para que aqueles que estão esquecidos sejam lembrados. Um sacrifício que já nasce nos momentos de inquietação de cada coração daqueles que sentem a vontade de se doar mais para Deus, e não percebem qual caminho seria esse. Esse caminho de cruz e verdadeira ressurreição se predispõe a todos aqueles que por um estado de “loucura”, isso mesmo: de loucura, pois só sendo muito louco por Deus para poder deixar o mundo e todas as suas insinuantes atrações que inebriam os corações perturbados dos jovens de hoje, e mesmo assim dizem o seu SIM generoso e sem igual para a vida consagrada dentro de sua Igreja. Lembro-me das palavras de Bento XVI: "Não tenhas medo, Cristo não vos tira nada Ele vos dá tudo!" Podemos perceber o belo encorajamento de nosso pastor que com seu exemplo de vida nos mostra o caminho para a liberdade que só de Cristo provém. Que essa santa afirmação impulsione a você jovem a sair de sua casa rumo ao encontro da vontade de Deus, que esta presente no mundo, em cada rosto sofrido, em cada mesa sem pão, em cada coração petrificado por ver tão poucos profetas segundo o coração do Senhor. Que Ele faça nascer em você uma santa inquietação para a busca do verdadeiro Saber e do verdadeiro Encontro com Deus nos seus irmãos. Doar a vida é sem duvida um ato de muita fé e principalmente um ato de amor para com o mundo que necessita de homens amantes de sua Igreja e de seu Deus, que os faz mais perfeitos a cada passo dado ao Seu encontro. Que nessa Quaresma o bom Deus desperte em você o amor-doação. Santa e abençoada Quaresma.

Paz e bem!
Seminarista Thiago Cavalcante de Sousa
1º ano de Filosofia da Arquidiocese de Fortaleza.

27 de fev de 2012

Arcebispo de Fortaleza apresenta à imprensa

 evento de preparação para JMJ RIO2013





Para falar sobre os detalhes deste encontro de preparação para a Jornada Mundial da Juventude, o arcebispo de Fortaleza Dom José Antonio Tosi Aparecido Marques concederáentrevista coletiva próxima terça-feira, dia 28, às 15h no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja. Também estarão presentes autoridades da Secretaria da Seguraça Publica e Defesa Social do Estado do Ceará que apresentarão o plano de segurança para o dia do evento que espera reunir um público de 100 mil pessoas no aterro da Praia de Iracema a partir das 15h do dia 3 de março.
O Bote Fé Fortaleza acontecerá dia 3 de março no aterro da Praia de Iracema a partir das 15h com entrada franca. O Evento Bote Fé coroa a peregrinação da Cruz da JMJ e do Ícone de Nossa Senhora nas dioceses. O de Fortaleza acontecerá dia 3 de março, no aterro da Praia de Iracema.
Cruz da JMJ e Ícone de Nossa Senhora
Como preparação para o encontro internacional dos jovens com o papa, a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa senhora peregrinam por todo o país até a data da realização do encontro. No Ceará, os símbolos da JMJ chegam dia 18 de fevereiro e em Fortaleza dia 1º de março.
SERVIÇO:
Entrevista coletiva
Dia: 28 de fevereiro de 2012
Horário: 15h
Local: Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja (Rua Rodrigues Junior, 300, Centro)
Mais informações: Vanderlúcio Souza 8172.3285 Marta Andrade 3388.8703
Bote Fé Fortaleza
Acontecerá dia 3 de março, no aterro da Praia de Iracema, a partir das 15h com entrada franca.
Atrações: Comunidade Recado, Zé Vicente, Ir. Kelly Patrícia, Missionário Shalom, participação especial de Suely Façanha e banda Dominus.
Haverá missa presidida pelo arcebispo de Fortaleza, bispos auxiliares e dezenas de sacerdotes.
Notícia enviada por Vanderlúcio Souza (Bote Fé Fortaleza - Núcleo de Comunicação)

D. José Antonio envia carta circular sobre peregrinação 

da Cruz e Ícone da JMJ – Rio 2013 e

Caminhada Penitencial - quaresma/CF 2012



Dom José Antonio envia carta circular sobre PEREGRINAÇÃO DA CRUZ E ÍCONE DA JMJ – Rio 2013 e CAMINHADA PENITENCIAL –Quaresma/CF 2012. Leia a íntegra da carta:
Fortaleza, 8 de fevereiro de 2012.
Circular 002/2012:
PEREGRINAÇÃO DA CRUZ E ÍCONE DA JMJ – Rio 2013
CAMINHADA PENITENCIAL – Quaresma/CFE 2012

Caríssimos Irmãos no Sacerdócio,
Irmãos Religiosos e Religiosas,
Irmãos fiéis leigos e leigas,
Graça e Paz do Senhor!
            Com todo o Brasil estamos vivendo a PREPARAÇÃO PARA JMJ – Jornada Mundial da Juventude – RIO 2013, que contará com a presença do Santo Padre. Está em peregrinação por todas as dioceses do Brasil a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora da JMJ. Estaremos recebendo as mesmas, juntamente com os jovens de nossa Arquidiocese nos próximos dias 1º. a 3 de março. Ela continuará sua visita a todas as outras dioceses do Ceará. O Setor Juventude da Arquidiocese de Fortaleza preparou um programa de recepção desta Cruz em missão. Teremos com ponto alto um evento chamado BOTE FÉ, assim chamado pela mesma juventude.
O evento acontecerá no aterro da Praia de Iracema em Fortaleza, no dia 3 de março, começando às 15h00min.
A missa será às 18h00min e o término do evento está previsto para aproximadamente 23h00min. 
CONVIDAMOS AOS SACERDOTES PARA A CONCELEBRAÇÃO.
(túnica branca e estola roxa – II Domingo da Quaresma)
O prosseguimento do projeto BOTE FÉ se dará com um subsídio preparatório para a Pré-Jornada e Jornada Mundial da Juventude. Esse subsídio, elaborado pela CNBB, será indicado como material para reuniões mensais em cada paróquia, nas quais o pároco deve reunir todas as realidades jovens da paróquia para um momento formativo e oracional.
Esse projeto quer terminar com a pré-jornada que até agora tem sido trabalhada na comissão de Juventude da CNBB como uma grande missão nacional de evangelização. Essa missão se desenvolveria a nível paroquial e seria uma semana de missão e evangelização de toda a paróquia que sairia para visitar as casas.
Queremos convidar a todos os nossos sacerdotes, pastores de nossa Arquidiocese, para participar dos eventos juntamente com os jovens de suas comunidades. Esperamos seja grande estímulo para a evangelização de nossa juventude.
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Estaremos vivendo o tempo quaresmal a partir da Quarta-feira de Cinzas com o grande chamado de Jesus: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15)
 A Quaresma é tempo de conversão, arrependimento, mudança de vida, busca do novo que a graça misericordiosa de Deus torna possível: esta mudança é vivida de modo especial no Sacramento da Reconciliação.
Neste ano estamos novamente propondo um sinal público para nossa Igreja Arquidiocesana de Fortaleza:
A CAMINHADA PENITENCIAL
no dia 11 de março
 – 3º. Domingo da Quaresma.
com início às 7h00min,
saindo da Igreja Nossa Senhora da Saúde, no Mucuripe,
até a Catedral Metropolitana.
Esta caminhada quer ser a expressão externa e a oportunidade para se fazer um caminho mais profundo de conversão para o seguimento de Jesus no acolhimento de sua graça salvadora.  
A Campanha da Fraternidade deste ano 2012 nos recorda: “Que a Saúde se Difunda sobre a Terra” (cf. Eclo 38,8) na busca da Fraternidade e Saúde Pública. Deseja assim, sensibilizar a todos sobre a dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência de Saúde Pública condizente com suas necessidades e dignidade. É uma realidade que clama por ações transformadoras. A conversão pede que as estruturas de morte sejam transformadas.
Durante a Caminhada haverá a oportunidade de gestos concretos, que acompanham a manifestação penitencial. Será levada nos ombros dos fiéis uma grande cruz. Ela nos recordará como nosso Senhor Jesus Cristo tomou sobre si todos os pesos da humanidade para redimi-la e como deveremos também tomar sobre nós a responsabilidade dos pesos da humanidade para, com a força do amor que vem do Espírito de Deus, redimi-la de suas enfermidades.
Em Celebração Penitencial dará oportunidade de Confissões para os fiéis que assim desejarem: gesto concreto de conversão, mudança de vida, com a confissão dos próprios pecados e busca do perdão de Deus no Sacramento da Reconciliação: a paz com o Pai e com os irmãos, verdadeira e plena saúde de todos.
Pedimos encarecidamente aos sacerdotes que se façam presentes com túnica e estola roxa, disponíveis para atendimento das confissões dos fiéis durante a Caminhada Penitencial.
Convocamos os fiéis de nossa Arquidiocese, especialmente das comunidades das Paróquias e Áreas Pastorais das Regiões Metropolitanas, das Comunidades Religiosas, das Associações e Movimentos Eclesiais, para esta manifestação pública de nossa fé em Cristo e em sua graça renovadora de nossas vidas.
Para que o maior número possível de fiéis possa participar, nas Paróquias e  Áreas pastorais metropolitanas, todas as celebrações sejam realizadas nas igrejas nas Primeiras Vésperas no dia 10 e na parte da tarde do dia 11, ficando reservada a manhã do dia 11 para esta grande manifestação comum de conversão de nossa Igreja Arquidiocesana.
Confiamos a nossos irmãos colaboradores no pastoreio da Arquidiocese divulguem este evento e convidem os fiéis a participar, estimulando a vivência quaresmal com gestos de penitência e conversão.
Com nosso abraço fraterno e orações, o desejo de uma Santa Quaresma e Feliz Páscoa!
Em Jesus e Maria.

Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

26 de fev de 2012

"NENHUMA RELIGIÃO FOI TÃO PERSEGUIDA QUANTO O CRISTIANISMO..."




"Em intervenção feita recentemente durante inauguração da 5ª Jornada Católica e Vida pública, em Sevilha, na Espanha, o arcebispo local, Dom Juan José Asenjo, comentou a respeito dos milhões de cristãos que padecem em todo o mundo em razão da intolerância religiosa."


Dom Juan José Asenjo




MATÉRIA COMPLETA NA PÁGINA "NOTÍCIAS E ATUALIDADES" 

A IGREJA É VIVA !!!!!

Angelus do Papa Bento XVI – 26/02/2012

Boletim da Santa Sé

(Tradução de Nicole Melhado - equipe CN Notícias)



Praça de São Pedro - Vaticano
Domingo, 26 de fevereiro de 2012
Queridos irmãos e irmãs!

Neste primeiro domingo de Quaresma, encontramos Jesus que, depois de ter recebido o batismo no Rio Jordão, por meio de João Batista (cfr Mc 1,9), é tentado no deserto (cfr Mc 1,12-13). 

A narração de São Marcos é concisa, priva dos detalhes que lemos nos outros dois Evangelhos de Mateus e de Lucas. O deserto do qual fala há diversos significados, pode indicar o estado de abandono e de solidão, o “lugar” da fraqueza do homem onde não há apoios e seguranças, onde a tentação se faz mais forte. Mas isso pode indicar também um lugar de refugio e abrigo, como foi para o povo de Israel escapar da escravidão egípcia, onde se pode experimentar, de modo particular, a presença de Deus. Jesus, no deserto, “esteve quarenta dias, tentado pelo demônio” (Mc 1,13). 

São Leão Magno comenta que “o Senhor quis sofrer o ataque do tentador para defender com sua ajuda e ensinar pelo seu exemplo” (Tractatus XXXIX,3 De ieiunio quadragesimae: CCL 138/A, Turnholti 1973, 214-215).

O que pode nos ensinar este episódio? Como lemos no livro Imitação de Cristo, “o homem nunca é totalmente livre da tentação, até o fim da vida... Mas com paciência e verdadeira humildade, se tornará mais forte do que qualquer inimigo” (Liber I, c. XIII Cidade do Vaticano 1982, 37); a paciência e a humildade de seguir todos os dias o Senhor, aprendendo a construir a nossa vida não sem Ele ou como se Ele não existisse, mas Nele e com Ele, porque é a fonte da verdadeira vida.

A tentação de remover Deus, conduzindo as coisas no mundo, contando apenas com suas próprias habilidades, está sempre presente na história do homem.

Jesus proclama que “o tempo se cumpriu e o reino de Deus está próximo” (Mc 1,15), anuncia que Nele acontece algo novo: Deus se fez homem, de modo inesperado, com uma proximidade única e concreta, plena de amor; Deus se encarna e entra no mundo como homem e pega para si o pecado, para vencer o mal e reconduzir o homem ao mundo de deus. 

Mas este anúncio é acompanhado por uma exigência: corresponder a esse dom tão grande. Jesus, de fato, acrescenta: “convertei-vos e crede no evangelho” (Mc 1,15); é o convite a ter fé em Deus e a converter todos os dias nossa vida a Sua vontade, orientando, para o bem, cada ação nossa e cada pensamento.

O tempo da Quaresma é um momento propício para renovar e melhorar o equilíbrio do nosso relacionamento com Deus, por meio da oração cotidiana, os gestos de penitência e as obras de caridade fraterna. 

Supliquemos com fervor a Maria Santíssima para que acompanhe o nosso caminho quaresmal com sua proteção e nos ajude a imprimir em nosso coração e em nossa vida a Palavra de Jesus Cristo, para convertermos a Ele. Confio, por fim, as vossas orações pela semana de exercícios espirituais que iniciarei nesta noite junto aos meus colaboradores da Cúria Roma.

 

25 de fev de 2012

Vocação - Resposta de amor

Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra vocação vem do verbo no latim "vocare" (chama?). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outro que escuta q responde.

A vida de todo ser humano é um dom de Deus."Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus"(Ef 2,10). Existimos, vivemos, pensamos, amamos, nos alegramos, sofremos, nos relacionamos, conquistamos nossa liberdade diante do mundo que nos cerca e diante de nós mesmos.

Não somos uma existência lançada ao absurdo. Somos criaturas de Deus.

Não existe homem que não seja convidado ou chamado por Deus a viver na liberdade, que possa conviver, servir a Deus através do relacionamento fraternal com os outros.

Você é uma vocação. Você é um chamado.

Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas... Em todas as escolhas, encontramos:
  • Deus chama dlretamente, pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas.
  • Deus toma a Iniciativa de chamar.
  • Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta.
  • Deus chama em vista de uma missão de serviço ao povo.
Vocação é o encontro de duas liberdades:
  • a de Deus que chama
  • a do Homem que responde
Podemos fazer uma distinção entre os chamados: vocação à existência, vocação humana, vocação cristã e vocação específica, uma sobrepondo-se à outra.

Vocação à existência -À vida

Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10)
 

Vocação humana - Ser gente, ser pessoa

Foi nos dada a condição da "liberdade dos filhos de Deus", inteligência e vontade. Estabelecemos uma comunhão com o Criador e, nessa atitude dialogai, somos pessoas. A pessoa aprende a conviver, a dialogar, enfim, a se relacionar. Todos têm direitos e deveres recíprocos.
Infelizmente, a obra-prima do Criador anda muito desprezada: enquanto uns têm condições e oportunidades, outros vivem na miséria, sem condições básicas para ressaltar a dignidade com que foram constituídos. No mundo da
 exclusão acontece a "desumanização"'e pode-se perder a condição de pessoa humana. 

Vocação cristã - Vocação de filho, de batizado

Todo batizado recebeu a graça de fazer parte do povo eleito por Deus, de sua Igreja. Através da vocação cristã, somos chamados à santidade, vocação à perfeição, recebendo a mesma fé pela justiça de Deus. Fomos, portanto, eleitos e chamados pessoalmente por Cristo para ser, como cristãos, testemunhas e seguidores do Mestre Jesus. Chamados â fé pelo batismo, a pessoa humana foi qualificada de outra forma. Assim todos fazem parte do "reino de sacerdotes, profetas e reis". (1 Pd 2,9)
 

Toda pessoa batizada tornou-se um seguidor de Cristo, participante de uma comunidade de fé que pode ser chamada para participar da obra de Deus, como membro de sua Igreja, seguindo caminhos diferentes:
 

Vocação laical (no matrimônio /no celibato / solteiro - apóstolo)

l Assim todo cristão solteiro ou casado, batizado em Cristo, tornando-' se membro da sua Igreja, é convocado a ser apóstolo, anunciador do l Reino de Deus, exercendo funções temporais. O leigo vive na l secularidade e exerce sua missão insubstituível nos ofícios e trabalhos l deste mundo. O Concilio Vaticano II sublinhou que a vocação e a missão l do leigo "contribuem para a santificação do mundo, como fermento na \ massa'. (LG31)
 

Vocação ao ministério ordenado (diácono, padre e bispo)

É uma vocação de carisma particular, é graça, mas passa pela mediação da Igreja particular, pois as vocações são destinadas à Igreja. Acontece num acompanhamento sistemático, amadurecendo as motivações reais da opção. O ministro ordenado preside e coordena os serviços da comunidade. Por intermédio dos sacramentos, celebra a presença de Deus no meio do seu povo. O presbítero é enviado a pastorear e animar a comunidade. Ele é o bom pastor que guia, alimenta, defende e conhece as ovelhas. "Isto exige humanidade, caráter íntegro e maduro, virtudes morais sólidas e personalidade madura". (OT 11)
 

Vocação à vida consagrada  (ser irmão religioso ou irmã religiosa / vida ativa ou contemplativa)

O religioso é chamado a testemunhar Cristo de uma maneira radical, vivendo uma consagração total nos votos de pobreza, castidade e obediência. Com a pobreza, vivem mais livres dos bens temporais, tornando-se disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos. Com a castidade, vivem o amor sem exclusividade, sendo sinal do mundo l futuro que há de vir. Com a obediência, imitam a Cristo obediente e fiel à vontade do Pai.

Textos bíblicos
Mateus 25,14-30; João 14, 5 - 7
 
Leia estes textos com calma, um de cada vez, procurando trazê-los para a sua vida.
 

Precisamos distinguir bem vocação de profissão, pois não são exatamente a mesma coisa. Veja o quadro abaixo e observe a distinção entre uma e outra:
Profissão
Vocação
1 . aptidão ou escolha pessoal para exercer um trabalho
1. chamado de Deus para uma missão, que se origina na pessoa como reação-aspiração do ser
2. preocupação principal: o "ter", o sustento da vida
2. preocupação exclusiva: "o ser" , o amor e o serviço
3. pode ser trocada
3. é para sempre
4. é exercida em determinadas horas
4. é vivida 24 horas por dia
5. tem remuneração
5. não tem remuneração ou salário
6. tem aposentadoria
6. não tem aposentadoria
7. quando não é exercida, falta o necessário para viver
7. vive da providência divina
8. na profissão eu faço
8. ha vocação eu vivo

A profissão dignifica a pessoa quando é exercida com amor, espírito de serviço e responsabilidade. A vocação vivida na fidelidade e na alegria confere ao exercício da profissão uma beleza pa
rticular, é o caminho de santidade.

23 de fev de 2012

Confira em Notícias e Atualidades como foi a abertura da Campanha da Fraternidade 2012 na Arquidiocese de  Fortaleza.

Pe. Rafhael.

Oração da CF 2012
  
Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.
Amém.

22 de fev de 2012

Mensagem do Papa para Quaresma de 2012

Boletim da Santa Sé



«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras»
(Heb 10, 24)


Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2012


Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e, todavia, são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bemdo outro e a todo o seu bemO grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.
O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje se é muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.
2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.
O fato de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de considerá-la na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e onipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.
Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua.

Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 3 de Novembro de 2011


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