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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

28 de out de 2012


AOS JOVENS COM CARINHO
Pe. Rafhael Silva Maciel
Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza




Neste Dia Nacional da Juventude de 2012, dentro da organização própria da nossa Igreja no Brasil, alegra-me poder dirigir uma palavra aos nossos jovens, que não são apenas o futuro, mas são o presente da Igreja no Brasil e no mundo. Bento XVI afirmava isso: “Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade. Pelo contrário: vós sois o presente da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem” (Discurso aos Jovens, Pacaembu, Rio de Janeiro, 2007).
“Juventude e vida”! O tema desse momento especial está em plena consonância com o que significa à primeira escuta a palavra juventude. Ao falarmos de juventude ou de jovens, os primeiros sinônimos que nos vem à mente são: alegria, entusiasmo, festa; que por si só são também sinônimos de vida, de esperança, de vida vivida na esperança de que as realidades temporais bem ordenadas e utilizadas podem ser caminho de promoção positiva do ser humano e sua dignidade. E como a juventude também pode significar movimento e ânimo, aos jovens podem ser repetidas as palavras do Documento de Aparecida: “Necessitamos que cada comunidade cristã [e digo eu: que cada jovem] se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos em novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança” (n.362); e os jovens cristãos católicos são como que convocados pelo Senhor para dar esse testemunho de juventude e vida ao mundo e à sociedade permissiva e sem valores que vai crescendo como joio no meio do trigo (Cf. Mt 13,25).
Por isso a pergunta que se segue: “Qual vida vale a pena ser vivida?” Essa pergunta requer muita atenção, uma vez que as respostas podem ser múltiplas e nem sempre de acordo com os valores promotores de vida plena. Esse questionamento o Papa Bento XVI já havia feito por ocasião de sua visita ao Brasil, quando do seu encontro com os jovens no Pacaembu. Ele dizia: “A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente?”. E ainda é o Papa que continua: “(...) algo nos revela que a vida é eterna e que é necessário empenhar-se para que isto aconteça. Em outras palavras, ele está em nossas mãos e depende, e algum modo, da nossa decisão”.
Tratando-se de falar em juventude e onde se pode viver e adquirir valores para promover uma vida que vale a pena ser vivida, em consonância com o Reino de Deus, podemos lembrar, então, os diversos lugares em que encontramos nossa juventude, dentro da diversidade da Igreja, que ao mesmo tempo é um só corpo. Nossos jovens estão:
- Nas Pastorais de Juventude: este é um espaço onde muitos de nossos jovens despertaram para a fé e para o compromisso com as inúmeras questões sociais. Neste ambiente juvenil “usando a criatividade pastoral, é importante testemunhar Jesus Cristo como Aquele que compartilha a vida, as angústias e as esperanças de seu povo” (Texto-Base CF 2013, n.177).
- Nas Catequeses de Eucaristia e de Crisma: aqui encontramos muitos jovens catequistas, que precisam sempre mais renovar seu ardor catequético e sua formação para repassar os conteúdos da fé aos jovens que chegam para a recepção dos Sacramentos. Por isso os jovens catequistas devem entender que “a catequese (...) precisa ser uma verdadeira escola de formação integral. Portanto [queridos jovens catequistas], é necessário cultivar a amizade com Cristo na oração, o apreço pela celebração litúrgica, a experiência comunitária, o compromisso apostólico mediante um permanente serviço aos demais” (DAp., n. 299).
Mas aqui se encontra um grande número de jovens catequizandos. Muitos deles “sem a consciência de sua missão de ser sal e fermento no mundo, com identidade cristã fraca e vulnerável” (DAp., n.286). Assim será necessário levar tantos jovens ao encontro pessoal com Jesus Cristo, anunciando-lhes o querigma, fazendo-os amar a Palavra, a Eucaristia, e promovendo sua inserção na vida da comunidade e no ardor missionário.
- Nos Movimentos e Novas Comunidades: eis aqui um dom do Espírito para a Igreja em nosso tempo, na expressão da dimensão horizontal, carismática do Espírito. É comprovado que muitas pessoas e dentre elas muitos jovens, encontraram nestas Comunidades e Movimentos, “uma oportunidade para que muitas pessoas afastadas [pudessem] ter uma experiência de vital com Jesus Cristo, e assim recuperar sua identidade batismal e sua ativa participação na vida da Igreja” (DAp., n.312). Que bom saber que o Espírito continua sua grande obra na vida da Igreja através da ação de tantos Movimentos, Associaç ões, Novas Comunidades, Grupos de Oração...Deus seja louvado!
- Nas Escolas (Católicas): eis um espaço que respira juventude. Num contexto sócio cultural que procura excluir valores antes universais e até mesmo a fé, as crianças, adolescentes e jovens católicos, juntamente com seus professores, são convidados a sustentar que a escola é “lugar privilegiado de formação e promoção integral, mediante a assimilação e crítica da cultura” (DAp., n.329). Assim os jovens estudantes são também chamados a serem arautos do Evangelho em suas escolas, não cedendo a situações que se contraponham a Boa Nova de Jesus Cristo.
- Nas Universidades: os jovens católicos universitários enfrentam, nos ambientes acadêmicos, um grande desafio de viver a sua fé e promovê-la ao mesmo tempo. Não com proselitismos, mas no diálogo constante e aberto entre fé e razão. Assim, os mais variados grupos cristãos e católicos existentes no mundo universitário devem trabalhar “promovendo um encontro pessoal e comprometido com Jesus Cristo e múltiplas iniciativas solidárias e missionárias” (DAp., n.343).
- Nos grupos de coroinhas e acólitos: esses grupos geralmente são os grupos de perseverança após a Primeira Eucaristia. A Igreja crê que “o serviço ao altar é, frequentemente, premissa para outras formas de serviço na comunidade cristã” (Orientações Pastorais para a Promoção das Vocações ao Ministério Sacerdotal, n. 18). Assim um bom serviço ao Altar também é testemunho dos jovens sobre aquilo que mais valioso temos: a Eucaristia.
- Nos Seminários (Diocesanos e de Congregações): na maioria das vezes, nossos seminaristas são jovens, e descobriram o apelo vocacional no engajamento na vida da sua comunidade ou em outros Movimentos dos quais participavam. O Papa Bento XVI nos diz: “(...) vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus” (Carta aos Seminaristas, Introdução). Deste modo os jovens seminaristas recebem do Senhor muitas consolações em seu período de formação inicial, mas também passam pelas inúmeras provações que a vida lhes apresenta, mas no caminho do seguimento de Jesus é preciso aprender que, “se Ele me ama, então também me sustentará; na hora a tentação, na hora do perigo, estará presente e me dará pessoas, me mostrará caminhos, me sustentará” (Bento XVI aos Seminaristas, na Alemanha, trechos de discurso espontâneo).
- Nas Congregações Religiosas: um sem número de jovens também se decidiu pela Vida Religiosa Consagrada. Uns para a vida monástica outros para o apostolado. Jovens que procuram ser transparência de Cristo pela vivência dos Conselhos Evangélicos num carisma específico. Sobre os Religiosos uma palavra explícita de Bento XVI: “Vós (...) sois uma dádiva, um presente, um dom divino que a Igreja recebeu do seu Senhor. (...) Isso tudo suscita nos coração dos jovens o desejo de seguir mais de perto e radicalmente o Cristo Senhor (...)” (Bento XVI aos Religiosos, no Brasil, 2007).
- No mundo dos esportes: muitos jovens adquirem bons valores e habilidades no mundo do esporte, mas infelizmente aí também podem seguir por caminhos contrários à dedicação e disciplina que o esporte proporciona. Os jovens esportistas católicos são chamados a serem também aí testemunhas do Evangelho, mostrando que “a liberdade vive da regra, da disciplina que aprende o agir em conjunto e o correto confronto, o ser independente do êxito exterior e da arbitrariedade, e desse modo chega a ser verdadeiramente livre” (Ratzinger, “O jogo e a vida: sobre o Campeonato Mundial de Futebol”).
Queridos e amados jovens de nossa Arquidiocese de Fortaleza, certamente haveria muito mais o que falar ou de quem falar. Mas, parece-me que nestes pontos foram elencados espaços privilegiados do mundo juvenil em nossa Igreja Particular. Neste Ano da Fé, como jovens em busca de vida nova e plena peçamos ao Senhor que nos ama e nos chama à vida de Igreja “tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia de um amor autêntico” (Porta Fidei, n. 15).
Resta-nos enfim, jovens da Arquidiocese de Fortaleza, gritar, para o mundo inteiro escutar, a mesma resposta que os inúmeros jovens chamados pelo Senhor, contados em sua Palavra, deram, a exemplo da jovem Maria de Nazaré: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua Palavra” (Lc 1,38).
Deus nos abençoe!!!!!!!

26 de out de 2012

VEM AÍ, TENHA FÉ!!!!!!!!!!!!!! MARATONA VOCACIONAL.





Mais uma promoção da Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza que acontecerá em fevereiro de 2013.

E o melhor é que os dois primeiros lugares, tanto o masculino quanto o feminino, vão ganhar um PACOTE COMPLETO PARA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE.





Logo mais daremos as informações sobre as inscrições, aguardem!!!!!!!!! Por enquanto vá se organizando e treinando, quem sabe você também estará na JMJ Rio 2013 junto com po Papa Bento XVI e jovens de todo mundo.


REALIZAÇÃO:


25 de out de 2012


Hoje começa a Festa de São João Maria Vianney no Seminário Propedêutico. Você deve estar pensando: - "Mas já passou o dia do Santo..." é mas, devido alguns contratempos tivemos que adiar, e como todo dia é dia de santo, CONVIDAMOS VOCÊ A PARTICIPAR CONSOCO

Festa de São João Maria Vianney
Seminário Propedêutico Dom Aloísio Lorscheider
Rua Prof. Paulo Lopes, 122
Henrique Jorge 

Missa todos os dias: quinta, sexta e sábado: 19h
domingo: 18h

Após a Missa quermesse.



IRMÃS PAULINAS de Fortaleza promovem 
Dia Vocacional

Você é convidado a participar conosco!  

Não perca!


Venha até a Paulinas Livraria, de Fortaleza, no dia 1º de novembro!




Apoio: Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza

SANTO DO DIA ESPECIAL


Santo Antônio de Sant'Anna Galvão

25 de Outubro

Santo Antônio de Sant'Anna GalvãoConhecido como "o homem da paz e da caridade", Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP).

Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.

Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.

Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.

Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do "recolhimento".

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.

Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: "Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822". Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.

Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: "O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades".

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.


Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai por nós!





23 de out de 2012


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA - 20 ANOS


Iniciamos o Ano da Fé no dia 11 deste mês de outubro por convocação do Santo Padre Bento XVI. Ele se realiza na comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II e sua abertura coincide com o Sínodo dos Bispos para a Nova Evangelização.
O mesmo Papa na sua carta Porta Fidei, com a qual estabeleceu o Ano da Fé, destaca a importância do Catecismo das Igreja Católica, que ora completa seus 20 anos, como instrumento fundamental para que os fiéis tenham a orientação segura sobre os conteúdos da fé: “Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese[4] e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema ‘A nova evangelização para a transmissão da fé cristã’. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé.”
E o mesmo Catecismo deverá ser redescoberto no contexto das comemorações do Ano da Fé e da Nova Evangelização como baliza segura de: em quem se crê e o que se crê.
Continua o Santo Padre em sua convocação: “Como atesta o Catecismo da Igreja Católica, «“Eu creio”: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por quem crê, principalmente por ocasião do Batismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu creio”: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”».[17]
Como se pode notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu mistério de amor.[18]
A Fé não existe sem conteúdo. Ela mesma é dom de Deus como é dom Sua própria revelação. Crer em Deus é crer em Sua Vontade revelada. Crer em Deus é acolher Sua Palavra revelada, é acolher o Seu Filho encarnado – Verbo de Deus totalmente entregue à humanidade.
“Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. De fato, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, hoje de uma forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.[22]” (PF 12)
E o Bemaventurado Papa João Paulo II, ao aprovar o Catecismo da Igreja Católica, (25/06/1992), em virtude da autoridade apostólica, como uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja, o apresenta como um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé. Deseja que o mesmo sirva para a renovação, à qual o Espírito Santo chama incessantemente a Igreja de Deus, Corpo de Cristo, peregrina rumo à luz sem sombras do Reino de Deus. O Catecismo da Igreja Católica constitue um serviço que o Sucessor do apóstolo Pedro, o Papa, quer prestar à Igreja Católica, a todas as Igrejas particulares em paz e em comunhão com a Sé Apostólica de Roma: o serviço de sustentar e confirmar a fé de todos os discípulos de Cristo (cf. Lc 22,32), como também de reforçar os laços da unidade na mesma fé apostólica.
Nesta mesma oportunidade, dirigindo-se aos Pastores da Igreja e aos fiéis, exorta a que acolham este Catecismo em espírito de comunhão e que o usem continuamente ao cumprir sua missão de anunciar a fé e de convocar para a vida evangélica. O Catecismo é dado a fim de que sirva de texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica e, de modo muito particular, para a elaboração dos catecismos locais. É também oferecido a todos os fiéis que desejam aprofundar o conhecimento das riquezas inexauríveis da salvação (cf. Jo 8,32). Pretende dar um apoio aos esforços ecumênicos animados pelo santo desejo da unidade de todos os cristãos, mostrando com exatidão o conteúdo e a harmoniosa coerência da fé católica. O Catecismo da Igreja Católica, por fim, é oferecido a todo o homem que nos pergunte a razão de nossa esperança (cf. l Pd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê.
Estamos iniciando o Ano da Fé, a partir da solene abertura no dia 11 deste mês. A todos convidamos a vivê-lo em sua programação em nossa Arquidiocese de Fortaleza, em nossas paróquias, comunidades e movimentos eclesiais. Nesta união de toda a Igreja, que procura fundar-se cada vez mais nas raízes de sua Fé, dom teologal no Espírito Santo derramado nos corações por Jesus e alma da Igreja.
Finalmente estejamos prontos, diante dos desafios e clamores de nosso tempo, a dar as razões de nossa Fé e, pelo seu testemunho vivo, fazer dela um dom misericordioso e luminoso para todo o nosso mundo.
+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

22 de out de 2012


ONTEM A IGREJA CELEBROU O Dia Nacional de Valorização da Família – 2012
Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família – 2012
“Família é o patrimônio da humanidade”. (Bento XVI, 2007)
Senhor Deus, nosso Pai amoroso e misericordioso, criastes-nos à Vossa imagem e semelhança, para a plenitude da vida em comunhão. Sabemos por experiência que a família constituída por um homem e uma mulher unidos por um vínculo indissolúvel e seus filhos, fundada sobre o matrimônio, é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade e a paternidade. Ela é o caminho da plena realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na verdade e na paz, porque ela corresponde ao Vosso desígnio de amor.
Senhor Deus, Verbo Encarnado na família de Nazaré, escolhestes uma família como a nossa para habitar entre nós e compartilhar em tudo a nossa condição humana, menos o pecado. Viestes até nós para ser o nosso Redentor, para salvar a nós e a nossos filhos de atitudes e decisões insensatas, de caminhos de destruição e de morte, dos dramas que acompanham cada existência humana. Vinde para reavivar em nos o amor que se doa e fortalecer os vínculos de afeto recíproco, para que juntos construamos um mundo de gratuidade amorosa e de vida fraterna. Assim veremos florescer uma sociedade justa e solidária, que valoriza e ama a família, onde seja possível experimentar a felicidade verdadeira, até o dia em que chegaremos junto de Vós, no Vosso Reino de Paz definitiva. Nossa família, que constitui o bem mais precioso na nossa vida e o maior recurso da nação brasileira, está sendo descaracterizada e desvalorizada por diversas forças sociais e políticas, querendo assemelhá-la a qualquer união que ofereça afeto e cuidados. Até os pais correm perigo de serem desapropriados de sua responsabilidade educativa.
Senhor Deus, Divino Espírito Santo, vinde fortalecer nosso ardor evangélico, para sermos discípulos missionários de Jesus, portadores do seu amor e da sua potência divina que vence a morte. Pedimos-vos que nossa família se torne cada vez mais casa de comunhão, capaz de vencer os conflitos, escola da fé e dos valores humanos e sociais, lugar onde se partilham as esperanças e as lutas e se acompanha o crescimento de cada filho. Assim, nossa família será fonte de alegria e de beleza, nascente de satisfação e de força para construir positivamente o horizonte de realização de cada pessoa e o bem de toda a sociedade.
Ajudai-nos, Senhor a valorizar o grande dom que é a família, preservando-a dos males que a ameaçam e iluminai nosso caminho para superar os conflitos entre o trabalho a família e a festa, para promover a família cidadã, que auxilia a sociedade a superar a violência e a corrupção, a encontrar caminhos da paz.
Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias brasileiras.
Dom João Carlos Petrini
Bispo de Camaçari-BA
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família/CNBB

NOSSA PRIMEIRA VOCAÇÃO: A SANTIDADE!!!!!!!


Papa canoniza mais sete beatos neste domingo

André Luiz / Da Redação, com colaboração de Danusa Rego

Montagem sobre fotos / arquivo
A nova evangelização partirá dos santos do nosso tempo
Após duas semanas de intensas atividades, foi lembrado durante o Sínodo dos Bispos que é preciso manifestar a esperança em um mundo em crise. Os padres sinodais também avaliaram os resultados da assembléia dos bispos.Eles se reuniram para a oração da manhã onde o próprio Papa Bento XVI conduziu o momento. Mais de 400 representantes entre padres sinodais, cardeais, bispos, religiosos e leigos participam do Sínodo. 

Por falar em esperança, a Igreja traz neste domingo, 21, um sinal de que há no mundo pessoas com a coragem de assumir o Evangelho de Cristo como forma de vida. Sete beatos serão canonizados pelo Papa Bento XVI em cerimônia na Praça de São Pedro. É a esperança sendo anunciada a um mundo que vive a crise de uma identidade própria, da ausência de Deus e de valores cristãos. 

Entre os futuros santos estão sacerdotes, religiosos, religiosas, leigos e leigas. Homens e mulheres que viveram na Europa, Ásia, África, América e Oceania. Será uma cerimônia marcante dentro do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização e expressa que a santidade é ponto de partida para a nova forma de evangelizar que busca a Igreja, como lembra Dom Dominique Rey, o Bispo de Frejus, em Toulon, na França.

"É um evento importante que acontece em meio ao Sínodo. A nova evangelização passa pela santificação e nós precisamos de exemplos que testemunhem, de vidas conquistadas pelo Cristo, para que compreendamos melhor que a evangelização começa através de um trabalho do próprio Deus e do Espírito Santo nos nossos corações”, ressaltou Dom Dominique. 

Na praça de São Pedro já foram afixadas as estampas com as imagens dos futuros santos. São eles: o francês Jacques Berthieu, sacerdote da companhia de Jesus; Pedro Calungsod, catequista leigo, nascido em Ginatilan, nas Filipinas; Giovanni Battista Piamarta, sacerdote da Diocese de Brescia; Maria do Monte Carmelo, fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias do Ensinamento, nascida em Vic, Espanha; Marianne Cope, religiosa da Congregação das Irmãs da Terceira Ordem de São Francisco, natural de Heppenheim, Alemanha; Caterina Tekakwitha, leiga Ossernenon, nos Estados Unidos e Anna Schäffer, leiga de Mindelstetter, Alemanha.
Mais detalhes na reportagem de Danusa Rego

18 de out de 2012


Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada reflete sobre a realidade vocacional

A Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada encontra-se na 10ª Reunião Ampliada refletindo sobre a realidade vocacional no Brasil. Através do estudo dos textos conclusivos dos Congressos Vocacionais do Brasil, estão verificando o processo histórico e procurando avançar na reflexão teológica e pastoral da situação vocacional em nosso país.
A Comissão é formada pelos seguintes organismos: CNP – Comissão Nacional dos Presbíteros, CND – Comissão Nacional dos Diáconos, CNIS – Conferência Nacional dos Institutos Seculares, CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil, PV/SAV – Pastoral Vocacional/Serviço de Animação Vocacional, OSIB – Organização dos Seminários e Institutos do Brasil e junto conosco encontram-se os bispos representantes da Sub-Comissão dos Bispos Eméritos.
A Reunião está acontecendo no CCB – Centro Cultural de Brasília.

Eu, Pe. Rafhael, tive a graça de poder participar deste encontro. E asseguro que volto para  a Arquidiocese de Fortaleza e para o Regional Nordeste I da CNBB com muitas novidades para a Pastoral Vocacional e OSIB, já para o ano de 2013.
E vamos trabalhar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

13 de out de 2012


Queridos amigos e irmãos da Pastoral Vocacional e do Seminário Propedêutico




Aqui no Seminário onde sirvo à Igreja estamos organizando umas salas para atendimento das pessoas quando vem nos procurar para conversar e confessar e por isso estamos abertos a doações de móveis em boa condição de uso.
Caso alguém tenha algum móvel em casa ou escritório é só falar.

BOM DIA A TODOS. NOSSA SENHORA APARECIDA ABENÇOE.

Pe. Rafhael

11 de out de 2012

CONFIRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




10 de out de 2012



São João de Ávila, Presbítero Diocesano e Doutor da Igreja


            Nascido na cidade de Almodóvar Del Campo, na Espanha, no ano de 1500, São João de Ávila desde tenra idade já se mostrava com grande aptidão para os estudos, com uma excepcional piedade, buscando a Cristo pela via da mortificação, pela devoção ao Santíssimo Sacramento e pela constante oração, e com uma bela predileção pelos pobres.
            Seus pais, Alonso de Ávila e Catarina Xinxón, eram ricos e íntegros. Alonso era um “novo cristão”, denominação dada a um judeu convertido.
            Aos 14 anos, São João de Ávila é dirigido para a Universidade de Toledo, onde iria estudar Direito, porém, guiado pela busca de uma maior intimidade com Deus, volta para casa antes do término do curso. Tomado pelo desejo de aproximar as pessoas a Cristo, começa a sua formação presbiteral na Faculdade de Alcalá. Ao se ordenar, vende todos os seus bens, herdados das grandes riquezas de seus pais, e doa aos abandonados, vivendo, a partir disso, de esmolas.
            Passa a ter uma vida de intensa mortificação e incessante oração, o que resulta, assim, em grandiosas experiências místicas, singulares, com o amor de Deus.
            Tendo o seu serviço ministerial dedicado, em maior parte, na Andaluzia, logo se tornou famoso pelas suas pregações. As pessoas chegavam pela matina nas Igrejas onde o “Mestre de Ávila”, nome pelo qual era conhecido, ia celebrar a Santa Missa, para terem um bom lugar e assim prestarem melhor atenção nas palavras, inspiradas pelo Espírito Santo, ditas por aquele homem.
            Antes de suas reflexões, São João jejuava e se mantinha em oração, com a finalidade de que a graça de Deus o inspirasse a fala e tocasse os seus ouvintes.
            Muitas vezes, quando as igrejas eram pequenas, o “Apóstolo da Andaluzia” tinha que celebrar nas praças que ficavam cheias. Os fieis, em outras vezes, ocupavam até os telhados das casas para melhor ouvirem os sábios sermões daquele padre.
            Era comum as pessoas se emocionarem durante suas pregações e tomarem para si uma vida de maior conversão e intimidade com Deus. Assim aconteceu com São João de Deus, que tomou o verdadeiro sentido da vida, os caminhos de Cristo, após a escuta de um sermão de São João de Ávila.
            O “Mestre de Ávila”, como outros santos contemporâneos seus, foi levado a julgamento pela Santa Inquisição (devido aos constantes cismas surgidos na Europa e ao surgimento de pensamentos reformadores, a Igreja teve que agir com grande cautela frente aos novos ideais heréticos enganadores), onde foi inocentado e, por tal fato, ainda mais respeitado quanto a sua defesa da fé católica. Nesse período de reclusão, enquanto procedia seu julgamento, São João escreveu a sua “magnum opus”, “Audi, filia”, (Ouve, filha), onde ele se dirige à uma dirigida espiritual sua, indicando a esta o caminho para a santidade.
            Manteve correspondências com grandes santos de sua época, instruindo-os e partilhando experiências, entre estes estão São Francisco de Borja, São João de Ribeira, São Pedro de Alcântara, Santa Teresa de Jesus e Santo Inácio de Loyola, o qual tinha grande respeito por São João de Ávila e confiava muito nas medidas instruídas por este. Em contrapartida, São João também tinha uma grande admiração por Santo Inácio, devido a santidade deste e a fundação e o carisma da Companhia de Jesus .
            Acometido por várias doenças, a partir dos 50 anos, como cálculo renal, febres altas e dores pelo corpo, ele dizia: “Fazei comigo, Senhor, como faz o ferreiro: mantende-me com uma mão, e batei-me fortemente com a outra.”
            Em 10 de maio de 1569, de madrugada, São João de Ávila faz sua partida para a Pátria Eterna. Uma de suas discípulas teve uma revelação, feita por um anjo, que dizia que o “Mestre de Ávila” tinha ido direto para os Céus, sem nem mesmo passar pelo Purgatório.
            Santa Teresa de Jesus, que estava em Toledo, ao saber da morte de São João, pôs-se a chorar e ao ser interrogada pela razão do seu pranto, já que este já estava na Comunhão dos Santos, ela responde: “Disso estou bem certa. Mas o que me dá pena é que a Igreja de Deus perde uma grande coluna, e muitas almas, um grande amparo que tinham nele, que a minha, apesar de estar tão longe, o tinha por causa disso obrigação.”
            São João de Ávila foi beatificado em 1894, canonizado em 1970 e proclamado Doutor da Igreja no dia 7 de outubro de 2012, junto com a Santa, beneditina, Hildegarda de Bingen. 

9 de out de 2012


TRÊS BRASILEIROS AO LADO DO PAPA NA ABERTURA DO ANO DA FÉ

Na próxima quinta-feira, dia 11 de outubro, o Santo Padre, o papa Bento XVI, presidirá uma celebração eucarística que marcará o início do Ano da Fé e o 50° da abertura do Concílio Vaticano II. Foram convidados para concelebrar a missa os líderes das Igrejas Orientais Católicas e os Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, assim como os 69 bispos que participaram do Concílio Vaticano II. Doze deles já confirmaram presença.
Da América Latina, três padres conciliares do Vaticano II concelebrarão com Bento XVI. Dois são brasileiros: o cardeal arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG), dom Serafim Fernandes de Araújo; e o bispo emérito de Iguatu (CE), dom José Mauro Ramalho de Alarcón Santiago. Dom José de Jesús Sahagún, bispo emérito de Ciudad Lázaro Cárdenas, em Michoacán, no México, é o terceiro latino-americano.
Também concelebrando com o Papa estará dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal arcebispo de Aparecida, e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
No dia seguinte, dia 12 de outubro, Bento XVI celebrará novamente com os padres conciliares no túmulo de São Pedro.

8 de out de 2012


ABERTURA DO ANO DA FÉ NA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA

A abertura do Ano da Fé na Arquidiocese de Fortaleza se dará com uma Santa Missa no próximo dia 11 de outubro de 2012, quinta-feira, às 19h00min, na Catedral Metropolitana de Fortaleza.
O Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, dom José Aparecido Tosi Marques, enviou uma Carta Circular sobre Ano da Fé  onde convida todos os fieis católicos a participarem do Ano da Fé. “Como expressão de plena comunhão eclesial com o Santo Padre Bento XVI, estaremos entrando no ANO DA FÉ, que ocorrerá de 11 de outubro de 2012 – aniversário da abertura do Concílio Vaticano II até o dia 24 de novembro de 2013 – Solenidade de Cristo Rei” – trechos da Carta.
“Convocamos a todos os sacerdotes diocesanos e religiosos em nossa Arquidiocese, com os fiéis religiosos e leigos representantes das comunidades, para participar deste momento tão significativo em que nos uniremos como Igreja Particular a todas as Igrejas na comunhão com o Papa nas comemorações do Jubileu de 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II”, diz o Arcebispo na carta.
Dom José Antonio, solicita as paróquias e todas as comunidades da Arquidiocese de Fortaleza que também façam a abertura do ANO DA FÉ, em comunhão com o Santo Padre e com toda a Igreja, no dia 12 de outubro, sexta-feira – SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA APARECIDA – Rainha e Padroeira do Brasil.
Na Carta o Arcebispo também recomenda a todos a leitura e meditação da Carta Apostólica Porta Fidei, com a qual o Santo Padre propõe as comemorações jubilares com o Ano da Fé.

1 de out de 2012



                             Palavras do Arcebispo de Fortaleza sobre o Ano da Fé

Aproveitamos este encontro mensal que temos através do Boletim da Arquidiocese de Fortaleza para nos colocarmos em sintonia com os passos da caminhada da Igreja. Assim os acontecimentos eclesiais, seja em nível universal como particular nos interessam.
No próximo mês de outubro estaremos, por convocação do Papa Bento XVI, entrando em eventos e comemorações muito significativos para a Igreja Católica, acontecimentos históricos e evangelizadores.
Assim o quis o Papa: “À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II, com o objetivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé. (Porta Fidei 4)
Foi com sua Carta Encíclica Porta Fidei, isto é Porta da Fé, que o Santo Padre fez esta convocação e espera, como ele mesmo afirmou, “particular reflexão e redescoberta da fé”. Será muito importante conhecê-la toda!
Não é esta a primeira vez em que um papa convoca um Ano da Fé. O Servo de Deus, Papa Paulo VI, proclamou um ano semelhante, em 1967, para comemorar os mil e novecentos anos do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo, seu supremo testemunho. Ele quis que fosse um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, «uma autêntica e sincera profissão da mesma fé»; e que esta fosse confirmada de maneira «individual e coletiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca». Pensava que a Igreja poderia assim retomar «exata consciência da sua fé para a reavivar, purificar, confirmar, confessar». … E como resposta diante das profundas convulsões que aconteciam no mundo, concluiu o Ano da Fé 1967 com a Profissão de Fé do Povo de Deus, para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o patrimônio de todos os que creem, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado.
Nós vivemos mais que em um tempo de profundas mudanças, vivemos uma mudança de época em que os parâmetros de compreensão da vida e de mundo, as decisões e atitudes humanas mostram-se totalmente outros que os vindos dos valores da fé.
Como expressão de plena comunhão eclesial com o Santo Padre Bento XVI, estaremos entrando no ANO DA FÉ com a celebração da Santa Missa de abertura do Ano da Fé na Catedral Metropolitana de Fortaleza no dia 11 de outubro de 2012, quinta-feira, às 19h00min. E então iniciaremos em nossa Arquidiocese de Fortaleza, em suas nove Regiões Episcopais, todo um ano de programação que estimule o aprofundamento da fé.
Convocamos a todos os sacerdotes diocesanos e religiosos em nossa Arquidiocese, com os fiéis religiosos e religiosas, leigos e leigas, representantes dos movimentos, associações e das comunidades, para participar deste momento tão significativo em que nos uniremos como Igreja Particular a todas as Igrejas na comunhão com o Papa nas comemorações do Jubileu de 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II.
Aproveitando as solenes celebrações do dia 12 de outubro – sexta-feira – SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA APARECIDA – Rainha e Padroeira do Brasil, as paróquias e comunidades todas da Arquidiocese também façam a abertura do ANO DA FÉ, em comunhão eclesial.
A programação do mesmo Ano da Fé na Arquidiocese de Fortaleza será a seu tempo divulgada. A ela se acrescentarão nas paróquias, áreas pastorais, comunidades, movimentos e associações eclesiais outras iniciativas que se fizerem oportunas. Espera-nos um maior empenho na vida de fé, no conhecimento da Palavra de Deus, no encontro vital com a pessoa de Jesus Cristo em Sua Igreja, na formação da doutrina cristã, na incidência dos valores da fé na vida humana pessoal e social.
Para tal contamos com a riqueza do Catecismo da Igreja Católica feito a partir do grande acontecimento que foi o Concílio Vaticano II e oferecido para a Igreja como instrumento de maior aprofundamento e maturidade da fé.
“«Caritas Christi urget nos – o amor de Cristo nos impele» (2 Cor 5, 14): é o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé.” (Porta Fidei, 7 – Bento XVI)
Um ANO DA FÉ nos espera. A Fé é dom de Deus; nós o pedimos com reverência e insistentemente. A Fé é resposta humana ao dom de Deus; nós somos chamados a abrir-nos à graça de Deus com humildade e correspondência.
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza.

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