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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

31 de dez de 2012

Mensagem de Final de Ano da Pastoral Vocacional


Queridos irmãos e irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo,

Com a graça de Deus estamos finalizando mais um ano da História da nossa Salvação, mais um ano 


vocacional.

Certamente durante esses 366 dias de 2012 nós sorrimos e choramos, por diversos motivos, mas temos a 

consciência de que, em tudo, fomos guiados pela luz do Santo Espírito, assim nós o tenhamos deixado.

Este ano de 2012 para nossa Pastoral Vocacional e para o nosso Seminário Propedêutico foi muito abençoado, e essa bênção de Deus veio por meio de cada um que colaborou com suas orações e com sua contribuição material. Aproveito para dizer um muito Obrigado a todos que ajudaram nosso Seminário Propedêutico e a Pastoral Vocacional. 


Deus, nosso Senhor, derrame com abundância a graça dele sobre cada um de vocês.

2013 está chegando, RENOVAMOS AQUI NOSSA PARCERIA PARA FAZER O REINO DE DEUS 

ACONTECER JÁ NESTA TERRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Deus abençoe a todos,

Pe. Rafhael.

No final do Ano de 2012, Papa fala às famílias, berço de todas as vocações.

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)
Domingo, 30 de dezembro de 2012

Palavras do Papa antes da oração mariana do Angelus


ANGELUS
Praça São Pedro - Vaticano
Domingo, 30 de dezembro de 2012

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje é a festa da Sagrada Família de Nazaré. Na liturgia, a passagem do Evangelho de Lucas nos apresenta a Virgem Maria e São José que, fiéis à tradição, vão para Jerusalém para a Páscoa junto com Jesus aos 12 anos. A primeira vez em que Jesus entrou no Templo do Senhor foi 40 dias depois do seu nascimento, quando os seus pais ofereceram para ele “um par de rolas ou dois pombinhos” (Lc 2,24), isso é, o sacrifício dos pobres. “Lucas, cujo todo Evangelho é perpassado de uma teologia dos pobres e da pobreza, faz entender... que a família de Jesus foi contada entre os pobres de Israel; nos faz entender que propriamente entre eles podia amadurecer o cumprimento da promessa” (A infância de Jesus, 96). Jesus hoje está de novo no Templo, mas desta vez tem um papel diferente, que o envolve em primeira pessoa. Ele cumpre, com Maria e José, a peregrinação a Jerusalém segundo o que prescreve a Lei (cfr Es 23,17; 34,23ss), mesmo que ainda não tinha cumprido o 13º ano de idade: um sinal da profunda religiosidade da Sagrada Família. Quando, porém, os seus pais retornam para Nazaré, acontece algo inesperado: Ele, sem dizer nada, permanece na Cidade. Por três dias Maria e José o procuram e o encontram no Templo, em diálogo com os mestres da Lei (cfr Lc 2,46-47); e quando lhe pedem explicações, Jesus responde que não deviam se surpreender, porque aquele é o seu lugar, aquela é a sua casa, com o Pai, que é Deus (cfr A infância de Jesus, 143). “Ele – escreve Orígenes – professa estar no templo de seu Pai, aquele Pai que revelou a nós e do qual disse ser Filho” (Homilia sobre o Evangelho de Lucas, 18, 5).

A preocupação de Maria e José por Jesus é a mesma de cada pai que educa um filho, o introduz na vida e para a compreensão da realidade. Hoje, portanto, é necessária uma oração especial ao Senhor por todas as famílias do mundo. Imitando a Sagrada Família de Nazaré, os pais se preocupam seriamente com o crescimento e a educação dos próprios filhos, para que amadureçam como homens responsáveis e honestos cidadãos, sem esquecer nunca que a fé é um dom precioso para alimentar nos próprios filhos também com o exemplo pessoal. Ao mesmo tempo, rezamos para que cada criança seja acolhida como dom de Deus, seja sustentada pelo amor do pai e da mãe, para poder crescer como o Senhor Jesus “em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 52). O amor, a fidelidade e a dedicação de Maria e José sejam exemplo para todos os casais cristãos, que não são os amigos ou os mestres da vida de seus filhos, mas os guardiões deste dom incomparável de Deus.

O silêncio de José, homem justo (cfr Mt 1,19), e o exemplo de Maria, que guardava cada coisa no seu coração (cfr Lc 2, 51) nos faça entrar no mistério pleno da fé e da humanidade da Sagrada Família. Desejo a todos as famílias cristãs viver na presença de Deus com o mesmo amor e a mesma alegria da família de Jesus, Maria e José.



18 de dez de 2012


Discurso do Papa: Comitê Olímpico Nacional Italiano 

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)


DISCURSO

Audiência com uma Delegação do Comitê Olímpico Nacional Italiano
Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano
Segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Queridos amigos!

Tenho o prazer de acolher vossos dirigentes do Comitê Olímpico Nacional Italiano e, sobretudo, vossos atletas que representaram a Itália nas recentes Olimpíadas de Londres. Saúdo-vos com cordialidade, a começar pelo presidente do CONI, Doutor Giovani Petrucci, a quem agradeço pelas suas palavras, belas e convincentes, que dirigiu a mim em nome de todos. No verão passado, vocês participaram do maior evento esportivo internacional: os Jogos Olímpicos. Naquela etapa, vocês se depararam com outros atletas provenientes de quase todos os países do mundo.  Foram desafiados no campo das capacidades e habilidades técnicas, mas primeiro sobre aquele da qualidade humana, colocando em campo os vossos dotes e a vossa capacidade, adquiridas com o empenho e o rigor na preparação, no constante treinamento, na consciência de vossos limites. Longe dos holofotes vocês foram submetidos a uma dura disciplina e diversos de vocês viram então reconhecido o valor alcançado. Parece-me que em Londres conquistaram bem 28 medalhas, das quais oito de ouro! Mas a vocês atletas não foi pedido somente para competir e obter resultados. Cada atividade esportiva, seja em nível amador ou competitivo, requer a lealdade na competição, o respeito do próprio corpo, o sentido de solidariedade e de altruísmo e depois também a alegria, a satisfação e a festa. Tudo isso pressupõe um caminho de autêntica maturidade humana, feita de renúncia, de tenacidade, de paciência e, sobretudo, de humildade, que não vem aplaudida, mas que é o segredo da vitória.

Um esporte que queira ter um sentido pleno para quem o pratica deve estar sempre a serviço da pessoa. A aposta em jogo então não é só o respeito das regras, mas a visão do homem, do homem que faz esporte e que, ao mesmo tempo, tem necessidade de educação, de espiritualidade e de valores transcendentes. O esporte, de fato, é um bem educativo e cultural, capaz de revelar o homem a si mesmo e aproximá-lo para compreender o valor profundo da sua vida. O Concílio Ecumênico Vaticano II fala do esporte na Constituição Apostólica Gaudium et spes, no amplo quadro das relações entre a Igreja e o mundo contemporâneo, e o coloca no setor da cultura, isso é, no âmbito no qual se evidencia a capacidade interpretativa da vida, da pessoa e das relações. O Concílio espera que o esporte contribua para aguçar o espírito do homem, permita às pessoas enriquecerem-se com o recíproco conhecimento, ajude a manter o equilíbrio da personalidade, favoreça as fraternas relações entre os homens de todas as condições, de nações e raças diferentes (cfr n. 61). Em resumo, uma cultura do esporte fundada sobre o primado da pessoa humana; um esporte a serviço do homem e não o homem a serviço do esporte.

A Igreja se interessa pelo esporte, porque está no coração do homem, todo o homem, e reconhece que a atividade esportiva incide sobre a educação, sobre a formação da pessoa, sobre relações, sobre espiritualidade. Testemunha-o a presença de espaços lúdicos nos oratórios paroquiais e nos centros de juventude; demonstram-no as associações esportivas de inspiração cristã, que são ginásios de humanidade, lugares de encontro nos quais cultivar também aquele forte desejo de vida e de infinito que há nos adolescentes e nos jovens. O atleta que vive integralmente a própria experiência faz-se atento ao projeto de Deus sobre sua vida, aprende a escutar a voz nos longos tempos de treinamento, a reconhecê-lo na face do companheiro, e também do adversário! A experiência esportiva pode “contribuir a responder as perguntas profundas que colocam as novas gerações sobre o sentido da vida, a sua orientação e a sua meta” (João Paulo II, Discurso no Centro Esportivo Italiano, 26 de junho de 2004, 2), quando é vivida em plenitude; sabe educar aos valores humanos e ajuda a abertura ao transcendente. Penso então em vocês, queridos atletas, como uns campeões-testemunhas, com uma missão a cumprir: poderem ser, para quantos o admiram, bons modelos a imitar. Mas também vós, caros dirigentes, bem como os técnicos, os diversos operadores esportivos, são chamados a ser testemunhas de boa humanidade, cooperadores com as famílias e as instituições formadoras da educação dos jovens, mestres de uma prática esportiva que seja sempre leal e límpida. A pressão de conseguir resultados significativos não deve nunca levar a tomar atalhos, como acontece no caso do doping. O mesmo espírito de equipe seja de um incentivo para evitar esses impasses, mas também de apoio àqueles que reconhecem ter errado, de modo que se sintam acolhidos e ajudados.

Queridos amigos, neste Ano da Fé gostaria de salientar que a atividade esportiva pode educar a pessoa também para a “competição” espiritual, isso é, a viver cada dia procurando fazer vencer o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, o amor sobre o ódio, e isto antes de tudo em si mesmo. Pensando então no compromisso da nova evangelização, também o mundo do esporte pode ser considerado um moderno “Pátio dos Gentios”, isso é, uma oportunidade preciosa de encontro aberta a todos, crentes e não crentes, onde experimentar a alegria e também a luta para entender pessoas de diferentes  culturas, línguas e orientações religiosas.

Gostaria de concluir recordando a luminosa figura do Beato Pier Giorgio Frassati: um jovem que unia em si a paixão pelo esporte – amava especialmente a escalada na montanha – e a paixão por Deus. Convido-vos, caros atletas, a ler sua biografia:  o Beato Pier Giorgio nos mostra que ser cristãos significa amar a vida, amar a natureza, mas sobretudo o próximo, em particular as pessoas em dificuldade. Desejo também a cada um de vós experimentar a alegria maior: aquela de melhorar dia após dia, sendo capaz de amar sempre um pouco mais. Pedimos isto como presente ao Senhor Jesus para este Natal. Agradeço-vos por terem vindo e abençoo de coração todos vós e os vossos familiares. Obrigado.

17 de dez de 2012

ESTÁGIO VOCACIONAL 2012/2013

Tem início hoje o Estágio Vocacional os candidatos ao Seminário Diocesano da Arquidiocese de Fortaleza para entrada no ano de 2013.

Serão 20 jovens, de várias Paróquias e comunidades de nossa Igreja Particular que farão uma semana de discernimento mais intenso e que são aguardados para entrar para o Seminário Propedêutico e iniciarem assim seu processo e formação rumo ao sacerdócio.

Durante toda a semana estaremos publicando notícias sobre o Estágio 2012/13.

13 de dez de 2012


"A vida do homem conhecer e amar a Deus"
No objetivo do “Ano da Fé”, proposto pelo Papa Bento XXVI para toda a Igreja, está a renovação dos fundamentos da vida cristã nos que já a receberam e no anuncio renovado do Evangelho a toda a humanidade.
Como instrumento muito útil para este objetivo temos o Catecismo da Igreja Católica que apresenta em síntese os conteúdos da fé cristã a quem já crê e aos que a quiserem conhecer realmente.
Assim o ponto de partida de toda a apresentação da Fé feita pelo Catecismo da Igreja Católica está a realidade mesma da pessoa humana que, criada por Deus, tem como sua finalidade o conhecimento e o amor do mesmo Deus para a plena realização da vida humana.
É experiência humana universal a busca da realização pessoal e a própria felicidade. Esta abertura fundamental para sua própria fonte de vida é colocada na pessoa humana pelo próprio Criador. A vida de cada homem ou mulher que vem a este mundo não é fruto de um acaso cego e sem razão. Tem um porquê. E este é conhecido e proposto pelo próprio Criador. Seria imenso absurdo que o mistério imenso da vida e em particular da vida humana não tivesse finalidade alguma, quanto todas as invenções humanas têm seu propósito.
Nós mesmos, seres inteligentes e capazes, temos projetos e finalidades quando nos propomos tantas realizações em que expressamos sabedoria e criatividade. Seria menos inteligente e sem objetivos a criação do mesmo mundo, do universo em que vivemos e de nós mesmos?
A partir desta abertura humana é que se apresenta a proposta da comunicação divina com a humanidade e a realidade da Fé.
De sua experiência profundamente humana é que Santo Agostinho se expressa quando diz em suas “Confissões”,1: “És grande, Senhor e infinitamente digno de ser louvado; grande é teu poder, e incomensurável tua sabedoria. E o homem, pequena parte de tua criação quer louvar-te, e precisamente o homem que, revestido de sua mortalidade, traz em si o testemunho do pecado e a prova de que resistes aos soberbos. Todavia, o homem, partícula de tua criação, deseja louvar-te. Tu mesmo que incitas ao deleite no teu louvor, porque nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso.”
E como poderá a pessoa humana se encontrar com Deus?
A pessoa humana material e sensível como poderá se comunicar com este Outro que é sua fonte de existência e razão de sua realização? Como poderia se o mesmo Criador não providenciasse esta comunicação e relacionamento recíproco? (Os fabricantes humanos apresentam juntamente com seus produtos os manuais de instrução para o reto uso dos mesmos. E como são importantes para que possam servir às suas finalidades sem o perigo de que se tornem inúteis ou se estraguem por uso incorreto!)
O mesmo Agostinho lembra que a primeira comunicação divina ao homem realiza-se na própria natureza. Ela é livro onde a inteligência humana encontrará as mensagens de Deus: no universo em sua imensidão e na própria pessoa humana em seu mistério.
Mas como interpretar os sinais da natureza sem se enganar com seu significado?
Deus mesmo se torna revelador na consciência e na história humana fazendo caminho de Fé – encontro de Deus com o homem e do homem com Deus.
Assim Deus se revela na História de um povo onde faz caminho para a humanidade inteira. Outro livro irá conter a comunicação divina em palavras – a Bíblia em seu Primeiro Testamento – testemunho da ação divina na história humana do povo hebreu e, por ele, de todas as nações.
Finalmente a revelação se torna comunicação de Deus aos homens na encarnação do Verbo (Filho Eterno do Deus Eterno) no homem Jesus de Nazaré. Sua vida, sua morte, sua ressurreição, sua obra testemunham de modo compreensível a revelação de Deus que se faz comunhão com a humanidade. E revelando-se Deus com rosto humano, revela e chama o Homem à vida mesma divina – Amor – Vida Eterna.
Assim inicia o Catecismo da Igreja Católica a proposta cristã da Fé. Esta se expressará no conteúdo da Vida de Amor, em sua Vivência na pessoa e na comunidade humana, nas suas relações com Deus.
Às pessoas de nosso tempo, tão ciosas de suas capacidades criativas, mergulhadas no que é material e sensível, é necessária a (re)descoberta de algo mais profundo em nossa existência, que vai muito além do que é palpável, grandioso nas realizações humanas, mas tão limitado e passageiro, ignorante de uma meta maior.
+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano

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