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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

27 de dez de 2015

Exclusiva] “Depois dos grupos Europeus, brasileiros compõem maior número de inscritos na Jornada de Cracóvia”, afirma padre brasileiro ligado à organização do evento com o Papa

O Blog ANCORADOURO conversou com exclusividade com o Padre João Wilkes Rebouças Chagas Júnior, responsável pela seção Jovem do Pontifício Conselho para os Leigos, Dicastério da Sé Romana que organiza a Jornada Mundial da Juventude junto à Diocese escolhida, neste ano, a de Cracóvia.

Padre João Chagas é cearense e membro da Comunidade Católica Shalom.

Convidamos todos os jovens para que se mobilizem para participar da Jornada Mundial da Juventude. Creio que muitos poderão participar indo até Cracóvia e lá viverem  o jubileu da Misericórdia da juventude celebrada a nível mundial”, afirma o sacerdote que é membro da Comunidade Católica Shalom.
Aos que não podem ir até a Cracóvia padre João Wilkes estimula para que “participem espiritualmente deste momento”. Estes jovens poderão acompanhar as mensagens do Papa Francisco para a juventude, como a deste ano que já foi publicada.
“A Jornada será um momento de graça”, disse o sacerdote que adiantou ao blog que “o grupo do Brasil é o mais numeroso, depois dos grupos da Europa, inscritos na Jornada; os jovens brasileiros compõem o maior grupo absoluto  para o serviço voluntário da Jornada até o momento; e também representa o maior número de voluntários que já estão trabalhando no escritório da Jornada na Cracóvia”.
Imagem da missa de encarramento da JMJ Rio 2013.

“Sabemos que o momento econômico do Brasil não é fácil”, pontua o padre, mas explica que os grupos de oração, pastorais, paróquias e movimentos podem se mobilizar para enviar “pelo menos um representante”. “Esperamos você ou alguém que lhe represente na Jornada de Cracóvia em 2016″, finaliza o sacerdote cearense.
O número de jovens inscritos na Jornada ultrapassa os 500 mil. Mais informações: http://www.krakow2016.com/pt/
Fonte: Ancoradouro

25 de dez de 2015

A Misericórdia se fez carne e habitou entre nós


Pequeno Grande

Celebramos com muita alegria o Natal do Senhor Jesus Cristo! Uma noite de reencontros, de fraternidade; acima de tudo uma noite para recordarmos e darmo-nos conta, mais uma vez, da enorme condescendência de Deus para com a humanidade. Ao voltarmos nosso olhar para o Presépio vemos a pequenez com que o Filho de Deus entrou no mundo, mas ali estava um “Pequeno Grande”. Sim! Uma pequena criança, envolta nos panos, acompanhada de poucas pessoas e alguns animais; uma criança totalmente dependente dos cuidados daqueles que o rodeavam. Mas, um Grande, o Filho de Deus, que por amor da humanidade aceitou fazer a vontade do Pai do Céu, como afirma a carta aos Hebreus (Hb 5,7-10)“Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedadeEmbora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, porque Deus o proclamou sacerdote segundo a ordem de Melquisedec”.
A essa condescendência divina poderíamos chamar de Misericórdia; misericórdia porque foi para salvar os homens que o Filho de Deus veio ao mundo. Foi para libertar o homem ferido pelo pecado que Ele resolveu se humilhar, fazer-se um com os homens, por pura misericórdia, assim afirma o Apóstolo: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens em tudo, menos no pecado” (Fl 2,6-7).

A encarnação da misericórdia


Assim, sem querermos forçar o texto bíblico, podemos parafrasear o evangelista São João dizendo que “a Misericórdia se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Misericórdia porque a humilhação (kenosis) do Verbo se deu para que Ele provasse da nossa pobre e miserável condição de pecadores, para que Ele sentisse os sentimentos do coração humano, as alegrias e as dores humanas. Isso mesmo significa misericórdia: “Sentimento de caridade despertado pela dor de outrem; piedade, compaixão”Portanto da parte de Deus a encarnação do Verbo é ação real demonstrada pela misericórdia para conceder perdão unicamente por bondade, por amor, por graça.
O Papa Francisco nos lembra exatamente isso: “Precisamos sempre de contemplar omistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro”. (Misericordiae Vultus, n.02).
Para todos, especialmente os cristãos, celebrar o Natal deverá então reinflamar os corações para fazerem a experiência da misericórdia, experiência de sentirem-se tão amados por Deus, mas ao mesmo tempo de fazerem os outros sentirem-se amados por Deus. Quantos de nós sentimos a alegria em nossos corações por nos sentirmos tão amados do Senhor. Mas, quantos em nosso mundo, em nossas Cidades sentem-se tão sozinhos, tão desprezados, tão esquecidos, seja nas periferias físicas seja nas periferias existenciais, nas ruas, nos leitos de hospitais, nos asilos, nas creches, nos presídios, em casa, enfim… quantos à espera de um olhar, de um aperto de mão, de um abraço, de um carinho terno….

Desçamos aos mais necessitados


Se um dia fomos abraçados pelo Senhor que desceu do Céu e veio até nós, desçamos também nós até os necessitados, façamos da nossa vida encarnação atual da misericórdia de Deus que um dia veio “e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1,14). Que por nós, neste Natal, a glória da Misericórdia brilhe sobre tantos irmãos, pois Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado” (Misericordiae Vultus, n.02), esse é o mistério do Natal que celebramos a cada ano.

Pe. Rafhael Silva MacielReitor do Seminário Propedêutico de Fortaleza e Missionário da Misericórdia.

Fonte: Blog Ancoradouro

NATAL NO ANO DA MISERICÓRDIA

Estamos celebrando mais uma vez o Natal de Jesus, expressão maravilhosa da misericórdia divina. E neste iniciado Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia instituído pelo Papa Francisco, somos levados à contemplação do mistério revelado: Deus milagrosamente rompeu o abismo que se poderia pensar entre o Criador e a criatura, fazendo-se Ele mesmo criatura entre as suas.
São Paulo aos cristãos de Filipos exortava como fruto do encontro humano com Cristo, Deus entre nós:2, 5 Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo: 6 Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus.7 Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, 8 humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! 9 Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; 10 para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”
E assim se fez para elevar a humanidade, de sua condição de pecado e de morte, à glória da filiação divina. E a todos, em Cristo, o Filho Eterno feito homem, por infinita condescendência e misericórdia, faz participantes da natureza e vida divinas.
A isto se dá o nome de misericórdia: o coração voltado ao miserável. E por fidelidade divina, ternura, compaixão e o desejo irredutível de Deus de fazer de sua criatura humana, verdadeira imagem e semelhança sua.










Na tradição litúrgica cristã, o Natal surgiu como uma solenidade que é já “pequena páscoa”, expressão na humildade humana do nascimento, da comunhão misteriosa que Deus realiza com sua criatura humana, fazendo-se carne e habitante entre nós. A expressão máxima e consumada desta misericórdia divina, que ultrapassa qualquer imaginação, se cumprirá na “páscoa da morte e ressurreição”. Na pequena páscoa Deus se esconde na humanidade, se expressa em sua fragilidade. E esta chegará à sua consumação na morte de cruz – suprema humanização de Deus. Na páscoa da ressurreição a humanidade se expressa em divindade – suprema divinização do homem. E para ela agora toda a humanidade caminha como destino certo e definitivo.
Assim reza uma oração litúrgica muito antiga da solenidade do Natal do Senhor na Missa do dia: “Ó Deus, que criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.” Aqui está a expressão mais consumada da misericórdia divina que faz comunhão plena conosco. Ele supera tudo o que desumaniza a pessoa humana e a eleva a uma altura jamais sonhada.
Desta fonte de misericórdia virá para a humanidade uma torrente que se espalhará nela no espaço e no tempo: a misericórdia entre as pessoas humanas. Se assim Deus ama sua criatura, assim o mesmo Amor no coração humano renovado tomará imprevistas formas. Os relacionamentos humanos serão conformados pelos mesmos sentimentos e atitudes do misericordioso Deus. “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso…” (Lc 6, 36), exorta Jesus a todos os que dele se aproximam. E Ele mesmo dá exemplo vivo desta misericórdia: “Assim vocês se tornarão filhos do Pai que está no céu, porque ele faz o sol nascer sobre maus e bons, e a chuva cair sobre justos e injustos.” Mt 5, 45.
E a consequência desta corrente de misericórdia será uma grande, imensa e única comunhão universal. E todos se tornam membros de uma mesma realidade humana e divina: a comunhão dos homens com Deus e entre si. Milagre impensável da misericórdia: coisa que os olhos humanos jamais viram, os ouvidos jamais ouviram e o coração humano jamais sonhou! – 20 “Eu não te peço só por estes, mas também por aqueles que vão acreditar em mim por causa da palavra deles, 21 para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti. E para que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo acredite que tu me enviaste. 22 Eu mesmo dei a eles a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um. 23 Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade, e para que o mundo reconheça que tu me enviaste e que os amaste, como amaste a mim. 24 Pai, aqueles que tu me deste, eu quero que eles estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória que tu me deste, pois me amaste antes da criação do mundo. 25 Pai justo, o mundo não te reconheceu, mas eu te reconheci. Estes também reconheceram que tu me enviaste. 26 E eu tornei o teu nome conhecido para eles. E continuarei a torná-lo conhecido, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles.”Jo 17. Esta é a vitória da misericórdia! Entre nós ela nasce na carne humana!

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano

15 de dez de 2015

O Tempo da Santa Misericórdia

Com o título “O Advento da Misericórdia”, eis artigo do padre Rafhael Silva Maciel, reitor do Seminário Propedêutico e Missionário da Misericórdia. Ele aborda esse tempo de perdão aberto, nesse domingo, no mundo pelo papa Francisco. Confira:

Faz poucos dias o Papa Francisco inaugurou para toda a Igreja um Jubileu extraordinário: o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Esta iniciativa divina foi anunciada pelo próprio Santo Padre, no dia 13 de março de 2015, por ocasião de uma Celebração Penitencial de Quaresma. Disse, naquela ocasião o Papa: “Queridos irmãos e irmãs, pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos percorrer este caminho. Por isso decidi proclamar um Jubileu extraordinário que tenha no seu centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia. Queremos vivê-lo à luz da palavra do Senhor: ‘Sede misericordiosos como o Pai’ (cf. Lc 6, 36). E isto, sobretudo para os confessores. Muita misericórdia!”. Assim, durante o ano de 2015 fomos nos preparando, como que vivendo um advento à espera da abertura deste tempo de graça e de conversão do Ano Santo da Misericórdia.























Advento é uma palavra já conhecida no nosso vocabulário religioso e litúrgico. Significa a espera por alguém que está por vir. Preparamo-nos durante este período do advento de modo mais imediato para o Natal do Senhor; aguardamos com alegria por Aquele que é o Prometido às Nações, o Príncipe da Paz.

Jesus veio de modo simples e escondido para realizar o plano de salvação do Pai, para em tudo realizar a vontade do Pai. E submeteu-se à fragilidade de uma criança e a todas as intempéries de condição humana e do seu tempo, como já dizia Bento XVI, no Advento de 2012: “Deus não se fechou no seu céu, mas inclinou-se sobre as vicissitudes do homem: um mistério grande que chega a superar qualquer expectativa possível. Deus entra no tempo do homem do modo mais impensado: fazendo-se menino e percorrendo as etapas da vida humana, para que toda a nossa existência, espírito, alma e corpo (…) possa conservar-se irrepreensível e ser elevada às alturas de Deus. E faz tudo isto pelo seu amor fiel pela humanidade” (Homilia nas I Vésperas, 01.12.2012).
Agora, o Senhor deseja encontrar-se novamente com todas as pessoas, num novo advento; um advento de misericórdia. Num mundo tão marcado por violência, por guerras, por crimes bárbaros contra a dignidade humana; num tempo marcado pelo relativismo moral e ético, pela busca desenfreada por autonomia, pela ditadura das ideologias, pela falta de sensibilidade para com os que estão nas periferias existenciais; o Senhor, por meio do Santo Padre Francisco, está propondo para toda a Igreja e para os homens e mulheres de boa vontade, um advento de misericórdia, por que Deus foi misericordioso com a humanidade, enviando-nos seu Filho para nos salvar. Um tempo onde possamos mostrar ao mundo a face misericordiosa de Deus.
Dizia sobre esse ponto, o Papa Francisco: “Por que motivo um Jubileu da Misericórdia, hoje? Simplesmente porque a Igreja é chamada, neste tempo de grandes mudanças epocais, a oferecer mais vigorosamente os sinais da presença e proximidade de Deus. Este não é o tempo para nos deixarmos distrair, mas para o contrário: permanecermos vigilantes e despertarmos em nós a capacidade de fixar o essencial. É o tempo para a Igreja reencontrar o sentido da missão que o Senhor lhe confiou no dia de Páscoa: ser sinal e instrumento da misericórdia do Pai (cf. Jo 20, 21-23). Por isso o Ano Santo deverá manter vivo o desejo de individuar os inúmeros sinais da ternura que Deus oferece ao mundo inteiro, e, sobretudo a quantos estão na tribulação, vivem sozinhos e abandonados, e também sem esperança de ser perdoados e sentir-se amados pelo Pa\i (Homilia 11,04.2015).
É comum o chavão de dizermos que é preciso, no advento, preparar nosso coração para que Jesus nasça nele. E isso é verdade! Mas, esse novo nascimento do Senhor nos corações precisa fazer gerar em cada um “os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5). Cada coração deve estar se preparando deixando que o Amor encontre mais espaço dentro de si. E como o Amor encontrará espaço maior em nossos corações? O Papa Francisco dizia algo bem pedagógico para os fieis na homilia do III Domingo do Advento de 2014: rezar e dar graças, e ainda mais transmitir notícias boas aos outros (porque somos cristãos!). O Papa, na mesma ocasião assim resumia: “rezemos, para pedir a alegria do Natal. Demos graças a Deus por tudo aquilo que Ele nos concedeu, antes de tudo pela fé. Esta é uma graça grandiosa. Em terceiro lugar, pensemos onde posso ir levar um pouco de alívio, de paz a quantos sofrem. Oração, ação de graças e ajuda ao próximo.
Assim podemos ter meios bem concretos para deixar que este Advento da Misericórdia seja eficaz em nossa vida e em nossas comunidades. Um advento de gestos concretos, que vão desde a oração e confissão sacramental até a caridade operativa para a qual o Evangelho e a vida de oração nos impelem.
Abriu-se para nós uma Porta Santa! Jesus é a Porta (Jo 10,7). Todos os anos nós recordamos que essa Porta Santa, que é Jesus, foi aberta para nós com o seu nascimento, com a sua Encarnação. Ele fez-se Porta da Misericórdia, aberta para todos. O Papa Francisco na Bula Misericordiae Vultus, n.1, diz: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. (…) O Pai, ‘rico em misericórdia’ (Ef 2, 4), depois de ter revelado o seu nome a Moisés como ‘Deus misericordioso e clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e fidelidade’ (Ex 34, 6), não cessou de dar a conhecer, de vários modos e em muitos momentos da história, a sua natureza divina. Na ‘plenitude do tempo’ (Gl 4, 4), quando tudo estava pronto segundo o seu plano de salvação, mandou o seu Filho, nascido da Virgem Maria, para nos revelar, de modo definitivo, o seu amor. Quem O vê, vê o Pai (cf. Jo 14, 9). Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa, Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus”.
Assim, preparemo-nos bem, neste Advento, para entrarmos de corpo, alma e espírito no Ano Santo da Misericórdia. Pedindo “um Ano em que sejamos tocados pelo Senhor Jesus e transformados pela sua misericórdia para nos tornarmos, também nós, testemunhas de misericórdia” (Papa Francisco, Homilia, 11/04/2015). Por fim, que a Mãe da Misericórdia interceda por nós, “para compreendermos o compromisso a que somos chamados, e nos obtenha a graça de vivermos, com um testemunho fiel e fecundo, este Jubileu da Misericórdia” (idem), neste advento da Misericórdia.
* Padre Rafhael Silva Maciel, Reitor do Seminário Propedêutico e Missionário da Misericórdia.

Fonte: Blog do Eliomar

13 de dez de 2015

Padre brasileiro faz 70 anos de sacerdócio e é testemunho de zelo pela salvação das almas

Na terça-feira, 8 de dezembro, enquanto a Igreja no mundo todo celebrava a Solenidade da Imaculada Conceição e a abertura do Ano da Misericórdia, em Maranguape (CE), Arquidiocese de Fortaleza, os fiéis tinham um motivo a mais para comemorar: os 70 anos de ordenação sacerdotal de Monsenhor Mauro Herbster, um testemunho de vida doada aos irmãos.




























Monsenhor Mauro Herbster é cearense, natural de Maranguape, nascido em uma família católica e atualmente tem 94 anos de idade. Quando jovem, estudou no colégio dos Irmãos Maristas e entrou para o Seminário, tendo sido ordenado em 8 de dezembro de 1945.

Conterrâneo deste sacerdote, Padre Rafhael Maciel, Reitor do Seminário Propedêutico da Arquidiocese, esteve presente na Missa em ação de graças pelo aniversário de ordenação. Para ele, o Mons. Herbster, em suas sete décadas como padre, é um testemunho da misericórdia divina, com “seu zelo pela salvação das almas”.

“Ele nunca faltava a unção dos enfermos aos fiéis e, de modo particular, aos agonizantes. A qualquer hora do dia que o chamassem, mesmo que fosse à noite ou de madrugada, o Monsenhor ia, para que uma pessoa não morresse sem a santa unção”, conta.

Esta especial atenção dada aos enfermos foi relata pelo próprio Monsenhor, em 2012, em uma entrevista ao site Tribuna do Ceará, quando expressou a “alegria de nunca ter deixado um enfermo morrer sem ser sacramentado, sem receber a confissão. De forma que todos, graças a Deus, puderam ser atendidos”.

De acordo com Padre Rafhael, Monsenhor Mauro também é um modelo de padre confessor. “Passava horas no confessionário, todos os dias. Nas comunidades onde ia celebrar, ele chegava bem antes da Missa e ali, antes da Celebração da Eucaristia, atendia inúmeras confissões. É um padre que deu muito do seu ministério ao sacramento da Reconciliação”.

Além disso, sempre demonstrou “amor e o zelo pela Eucaristia” e também unidade com a Igreja, “na reverência ao Bipo diocesano, na obediência às normas diocesanas e da Igreja Católica”.

“É um testemunho vocacional que arrastou muitas vocações para o Seminário”, sublinha Pe. Rafhael, sendo ele mesmo uma dessas vocações despertadas pelo Monsenhor Mauro.

“Sou um dos últimos frutos vocacional do ministério paroquial do Monsenhor aqui na nossa Paróquia de Maranguape. Ele me batizou ainda quando eu era recém-nascido, me enviou para o seminário e depois, na minha primeira Missa, foi quem proclamou a homilia”, relembra.

Para a cidade de Maranguape, este sacerdote de longos anos dedicados ao povo representa muito sobre aquele local. Pe. Rafhael afirma que o Monsenhor é “um filho muito querido” deste município.

“Ele mesmo disse ontem na Missa: ‘sinto que sou muito amado por esse povo e quero que esse povo saiba que eu também o amo muito’”, conta o Reitor.
De acordo com ele, entre os motivos para este carinho recíproco está o fato de Mons. Mauro ter doado “a própria vida pelo povo daquele lugar”. “Ele foi pároco em Maranguape por 31 anos, sendo a última Paróquia pela qual passou entre as muitas em que esteve na Arquidiocese de Fortaleza. Ali pôde exercer seu ministério sacerdotal com muita profundidade, com muita graça”, pontua.
Por isso, a celebração das sete décadas de sacerdócio, ontem, contou com grande participação dos fiéis, que lotaram a Igreja de Nossa Senhora da Penha, em celebração que teve a presença do Vigário Geral da Arquidiocese, Mons. João Jorge Corrêa Filho, representando o Arcebispo, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques.
“É uma profunda alegria para o povo daquela Paróquia, pessoas que foram batizadas, que tiveram o casamento abençoado por ele, que receberam os sacramentos das mãos dele, que foram cuidadas e pastoreadas por ele várias vezes. A Igreja ficou lotada para dizer a Deus muito obrigado, porque 70 anos de sacerdócio, diga-se de passagem, não é todo mundo que chega lá, não!”, conclui Pe. Rafhael.
Fonte: ACI Digital

28 de nov de 2015

Padre da Arquidiocese de Fortaleza é nomeado pela Santa Sé “Missionário da Misericórdia”

Chegou nesta manhã de sexta-feira, dia 27, da Santa Sé, a nomeação de padre Rafhael Silva Maciel como Missionário da Misericórdia, um serviço instituído pelo Papa Francisco para o Ano da Misericórdia que terá início dia 8 de dezembro. O Pontifício Conselho para a Nova Evangelização é quem está cuidando deste serviço.


“Recebi a nomeação com imensa alegria e responsabilidade”, declarou padre Rafhael, que é sacerdote da Arquidiocese de Fortaleza. Dia 9 de fevereiro o padre participará de um encontro com os demais Missionários da Misericórdia com o Papa Francisco, em Roma. No dia seguinte, que será a Quarta-Feira de Cinzas, eles serão “enviados” em missão pelo Romano Pontífice.
Os Missionários da Misericórdia “Serão um sinal da solicitude materna da Igreja pelo povo de Deus, para que entre em profundidade na riqueza deste mistério tão fundamental para a fé”, descreve o Papa Francisco na Bula de Promulgação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia Misericordiae Vultus (Rosto da Misericórdia).

O santo padre esclarece que estes Missionários “serão sobretudo sinal vivo de como o Pai acolhe a todos aqueles que andam à procura do seu perdão”. A referida Bula ainda orienta que “Organizem-se, nas dioceses, ‘missões populares’, de modo que estes Missionários sejam anunciadores da alegria do perdão”.
Também foram nomeados Missionários da Misericórdia Monsenhor Acúrcio de Oliveira Barros, Diocese do Crato e os sacerdotes da Comunidade Shalom Padre Antonio Furtado, padre Almeida Neto, padre Denys Lima e padre Livandro Monteiro.

Notícia recebida em um dia especial

Padre Rafhael Maciel destacou a data em que recebeu a nomeação. “Hoje [27 de novembro] é dia de Nossa Senhora das Graças, data muito especial na minha vida. Nossa Senhora das Graças acompanha-me em toda a minha história a começar pelas minhas três tias-avós, Irª. Irene, Irª. Vivência e Irª. Clemência de Oliveira que foram freiras da Ordem das Filhas de Caridade, de São Vicente, propagadoras por excelência desta devoção; Meu estágio diaconal foi em uma paróquia dedicada à Nossa Senhora das Graças, em Pindoretama (CE) e duas Equipes de Nossa Senhora que acompanho, também estão bob o patrocínio desta titulação de Nossa Senhora”, comentou o padre na Missa presidida no Seminário Propedêutico onde é reitor.

Abertura da Porta Santa em Fortaleza

O Ano Santo tem início na Festa da Imaculada Conceição, 8 de dezembro, e uma semana depois o Papa Francisco presidirá a abertura da Porta Santa. Por determinação do santo padre, todas as Dioceses deverão também celebrar a abertura da Porta Santa. Em Fortaleza, a celebração será dia 13 de dezembro, às 10h, na Catedral Metropolitana.

Mais sobre Padre Rafhael Maciel

Histórico Pastoral:
– 04/01/2006 a 10/01/2007 – Provisão Diaconal – Áreas Pastorais de Pindoretama e Tapera;
– 10/01/2007 – Provisão de Vigário Paroquial de Nossa Senhora dos Prazeres, em Caucaia-CE até 03/01/2008;
– 03/01/2008 Vice-Reitor do Seminário Propedêutico Dom Aloísio Lorscheider até 02/01/2010;
– 02/01/2010 – Provisão de Diretor Espiritual do Seminário Arquidiocesano São José de Teologia até 06/12/2010;
– 06/12/2010 – Reitor do Seminário Propedêutico Dom Aloísio Lorscheider da Arquidiocese de Fortaleza
Fonte: Ancoradouro 

Faculdade Católica oferta 240 vagas para os cursos de Filosofia e Teologia

A Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) oferta para 2016.1 um total de 240 vagas, assim distribuídas: 80 vagas para Bacharelado em Filosofia (Manhã), 80 vagas para Bacharelado em Teologia (Manhã) e 80 vagas para Bacharelado em Teologia (Noite).

As inscrições acontecem de modo presencial até o dia 11 de dezembro na sede da FCF, situada à rua Tenente Benévolo, 201, Centro, em horário comercial. O corpo docente é composto por Mestres e Doutores e a instituição possui um dos maiores acervos bibliotecários do Nordeste com um total de 83.580 volumes, algumas da quais obras raras e de valor ímpar para a história do pensamento.

A FCF é a instituição que forma os candidatos ao sacerdócio das Dioceses do Ceará, Congregações e Institutos Religiosos, Leigos e Agentes de Pastoral, mas é aberta a toda e qualquer pessoa, homens e mulheres que desejam formar-se em Filosofia ou em Teologia.

Mais informações:

Faculdade Católica de Fortaleza – FCF
Tel.: (85) 3453.2150

27 de nov de 2015

Campanha da Evangelização – Ano da Misericórdia “Sede misericordiosos”

Todos os anos a Campanha para a Evangelização associa a Encarnação do Verbo e o nascimento de Jesus Cristo com a missão permanente da Igreja que é evangelizar. Inicia-se na festa de Cristo Rei, e encerra-se no terceiro domingo do Advento, quando deve ser realizada nas comunidades a Coleta para a Evangelização.

Durante a Campanha deste ano, ocorrerá a abertura do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. É desejo do Papa Francisco que a Igreja anuncie a misericórdia, caminho que une Deus e os homens, e nutre a esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado. As comunidades são chamadas a prepararem as pessoas para contemplarem o rosto misericordioso de Deus, manifesto na ternura do Filho que Maria Santíssima apresenta a todos, e acolherem os valores que Ele nos anuncia.
A Igreja é a continuadora da obra de Cristo e cumpridora do seu mandato: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28,19-20) Fazer discípulos de Jesus é criar condições para que a misericórdia se faça presente nos corações dos fiéis, assim o definiu o Papa Francisco: “É o fogo do Espírito que se dá sob a forma de línguas e nos faz crer em Jesus Cristo, que, com a sua morte e ressurreição, nos revela e comunica a misericórdia infinita do Pai”. Anunciar a salvação em Jesus Cristo é anunciar o Deus misericordioso que vem ao nosso encontro. Não se trata de um mero anúncio que precisa ser conhecido no seu conteúdo, mas o anúncio de uma forma de relacionamento amoroso e misericordioso entre o nosso Deus e seus filhos e suas filhas.
Somente a comunidade evangelizada e evangelizadora é uma comunidade verdadeiramente misericordiosa e, por isso, bem-aventurada. Por isso, nos preparando para celebrar o Natal do Senhor, devemos nos empenhar no trabalho evangelizador para manifestar o Natal como a chegada daquele que nos traz a salvação e nos mostra, no seu significado mais profundo e em todas as suas decorrências, o amor misericordioso do nosso Deus.
No Natal, celebramos a vinda de Jesus Cristo. O Papa Francisco inicia a sua Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia afirmando o seguinte: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré”. 2 No Natal, a misericórdia de Deus vem ao nosso encontro na pessoa de Jesus. Devemos ver nele e aprender dele as exigências da misericórdia, assim como nos alegrar, porque Deus nos ama tanto.
A misericórdia, no dizer do Papa Francisco, é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Deus é amor e a misericórdia é a forma amorosa que Deus escolheu para se relacionar conosco. Jesus nos disse: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34). Jesus nos mostrou o amor misericordioso de Deus para conosco e nós devemos nos aprofundar na vivência da misericórdia para sermos obedientes ao novo mandamento de Jesus.
Para que possamos crescer na vivência da misericórdia, é necessário que façamos a experiência da misericórdia que Deus tem por nós, é necessário que experimentemos o seu amor em nossas vidas. E o amor de Deus se manifesta de forma mais profunda no perdão dos pecados. Todos nós experimentamos esse amor, pois todos somos pecadores, mas nem sempre temos consciência disso.
A partir dessa tomada de consciência, poderemos mostrar ao mundo, conforme nos pede o Papa Francisco, que “a misericórdia de Deus não é uma ideia abstrata, mas uma realidade concreta, pela qual Ele revela o seu amor como o de um pai e de uma mãe que se comovem pelo próprio filho até o mais íntimo das suas vísceras”.
Com isso, percebemos a importância da misericórdia no trabalho evangelizador: precisamos levar a humanidade a fazer a experiência do amor misericordioso de Deus, não só em vista da própria salvação, mas também para desenvolver com os irmãos e as irmãs novas formas de relacionamento fundamentadas na misericórdia como caminho de superação da cultura da morte presente na nossa sociedade através da construção da civilização do amor.
O Papa Francisco, na Bula Misericordiae Vultus, nos diz que “A Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa” (n. 12). Por causa disso, a Campanha para a Evangelização deste ano escolheu como tema a Misericórdia.
O Natal é, por excelência, a experiência do Deus misericordioso que enviou seu Filho ao mundo para concretizar o seu plano salvífico da humanidade. Somos convidados a fazer deste Natal, no contexto do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, uma rica experiência do amor de Deus. O mundo precisa fazer esta experiência nova de Natal para viver seu verdadeiro espírito. Como sabemos, o Natal se tornou uma festa mundana: a festa do comércio, do lucro, do consumo, da gula e da embriaguez. Em nome do nascimento de Jesus, muita gente faz tudo o que Ele não faria nem gostaria que alguém fizesse. O mito do Papai Noel é o dono da festa e muitos são excluídos dela por falta de recursos. É uma experiência de pura materialidade.
O Papa Francisco nos diz: “A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo. E, deste amor que vai até ao perdão e ao dom de si mesmo, a Igreja faz-se serva e mediadora junto dos homens. Por isso, onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai”. Que o Natal seja marcado pela presença evangelizadora da Igreja anunciando a misericórdia.
A Campanha para a Evangelização deve sensibilizar todos os fiéis para que possam contribuir, seja pela atuação pastoral, seja pela ajuda material, com o anúncio desta verdade: Jesus é a maior manifestação da misericórdia de Deus. Ela
foi criada pela Conferência Nacional dos Bispos em 1998, para o exercício da solidariedade de todos os católicos no sustento da missão evangelizadora da Igreja em nosso país. A Campanha deve ser realizada tendo o seu início na festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, e encerrada no terceiro domingo do Advento, com a realização da Coleta para a Evangelização.
O objetivo da Campanha é despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil. A Campanha para a Evangelização segue o exemplo das primeiras comunidades, às quais Paulo recomendava que os que têm se enriqueçam de boas obras, deem com prodigalidade e repartam com os demais (cf. 2Cor 8 e 9).
Pai Santo, quisestes que a vossa Igreja fosse no mundo fonte de salvação para todas as nações, a fim de que a obra do Cristo que vem continue até o fim dos tempos. Aumentai em nós o ardor da evangelização, derramando o Espírito prometido, e fazei brotar em nossos corações a resposta da fé. Por Cristo, nosso Senhor. Amém! (Do texto referencial da Campanha da Evangelização 2015)

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

Fonte: Arquidiocese de Fortaleza

25 de nov de 2015

Arcebispo preside missa da turma de seminaristas do Centenário

O arcebispo de Fortaleza dom José Antônio preside nesta quarta-feira, dia 25, a missa de encerramento do ano formativo da turma de propedêutico, formada no Jubileu Centenário, às 19h, na Igreja Matriz do Henrique Jorge.


O momento é muito significativo para a turma dos 21 seminaristas que ao longo do ano vivenciaram a primeira etapa na jornada rumo ao sacerdócio, um período que corresponde ao todo oito anos formativo.

A missa também será em ação de graças pelos nove anos de ordenação sacerdotal de padre Rafhael Maciel, Reitor da turma. "Será uma celebração para dar graças a Deus pelo ano que tivemos, pela graça do chamado de Deus que continua a atrair jovens para a sua messe", explica o padre.

A turma viveu um período histórico, a celebração do Jubileu Centenário da criação da Arquidiocese, encerrado no último dia 13, com a presença do representante do Papa Francisco. Fortaleza continua entre as cinco capitais brasileiras com o maior número de ingresso de aspirantes ao sacerdócio. "É a segunda capital mais católica do país, terra de um povo de muita fé que vai se abrindo para dar sua resposta ao Senhor que chama", justifica padre Rafhael.

Fonte: Diário do Nordeste 

9 de nov de 2015

"Meu corpo, minhas regras". Ponderações sobre uma mentira


“Meu corpo, minhas regras”. Ponderações sobre uma mentira

Deu e está dando o que falar o vídeo com atores da Rede Globo fazendo apologia do abortamento.
O vídeo é inteligente… e diabólico.

Funda-se basicamente numa mentira: que o embrião é parte do corpo da mulher. O embrião é humano, é um ser humano a caminho, com tudo de humano já ali potencialmente presente. Ou é humano e em processo de humanização, ou não o será nunca!
Somos todos humanos, estamos todos em processo de humanização!

Se não é a concepção que nos determina como humanos, o que determina? As nossas regras? As regras da mãe?

A mulher grávida é mesmo senhora da vida e da morte da vida que leva em si? Podem-se matar os dementes, os inválidos, os que se encontram em coma duradouro, os “inúteis” à sociedade do útil e do descartável?
Uma pessoa de bom senso, uma pessoa realmente humana pode concordar com uma aberração dessas?

Além da mentira fundamental, há outras mentiras – nocivas, como toda mentira:

No rastro de um feminismo machista, que avalia a feminilidade e a maternidade como realidades que diminuem a mulher, o vídeo retrata seja o ser mulher como ser mãe como algo que parece necessário negar em si mesmo para ser mulher emancipada!

Esta é a última alienação da mulher: o feminismo machista, que nega o feminino para afirmar a mulher! Nessa ótica, a mulher é emancipada quando se masculiniza. Ternura, doçura, maternidade, feminilidade, capacidade de acolher e gerar vida são sinais de fraqueza e exaltar tais realidades é ideologia alienante e coisa de opressores, de machistas disfarçados…

Não é à toa que o vídeo é feio, grotesco… As pessoas são feias, tornadas feias…

Lamentável a referência vulgar e desrespeitosa à Virgem Maria. De ignorância estúpida, a referência à virgindade da Mãe do Senhor como sendo erro de tradução da Tanakh (Bíblia hebraica) para a Setenta (tradução da Bíblia em grego). Nenhum estudioso sério atribui o ensinamento neotestamentário da concepção virginal de Maria à alteração de tradução! É uma referência errônea, maldosa, leviana, desnecessária e desrespeitosa, essa, do vídeo! O objetivo é chocar e agredir a fé dos cristãos! Somente revela a raiz ateia e anticristã dessa concepção abortista que, certamente, tem na sua pauta a destruição da ideia de Deus e do cristianismo. Basta pensar na visão cristã (“O corpo é para o Senhor e o Senhor é para o corpo”) e nesta prepotência pagã e ateia (“Meu corpo, minhas regras!”)

Ainda é de se pensar no escândalo, para esse tipo de pessoas, de uma vida sem sexo, sem prazer sexual… É um escândalo! “Sem sexo? Sem sexo? Sem sexo?”

Sim, sem sexo, porque o ser humano é mais que sexo, porque o sexo foi feito para o homem e não o homem para o sexo;
sem sexo, porque o sexo faz parte da vida, mas a vida não é sexo;
sem sexo, porque o sexo somente humaniza e realiza quando integrado no todo da vida, exprimindo valores sublimes como amor, compromisso, entrega, comunhão…

Algumas lições de tudo isto:

1. Nossa sociedade vai se descristianizando rapidamente. Vão aparecendo cada vez mais comportamentos que não somente são não-cristãos, mas também anti-cristãos, como no caso do presente vídeo. Para essa gente, não basta destruir os valores que alicerçaram e geraram a nossa cultura e a nossa sociedade. É necessário desmoralizar e destruir a matriz geradora, que é a fé cristã – e de modo especial, a Igreja católica.

2. Aparece claro que o “mundo” entregue a si mesmo está marcado pelo pecado que embota o entendimento, despreza Deus e pensa o homem como senhor de si mesmo: EU, MEU… MEU corpo, MINHAS regras… Eis: o bicho que vem do pó e volta ao pó pensando que é Deus, dono do bem e do mal!

3. É impressionante e culpável a passividade e indiferença dos cristãos, que parecem já não acreditar no que creem! É o que mais dói!
Não se trata de guerra santa, de ser rabugento, de ver mal e pecaminosidade em tudo, mas de contrapor-se com a verdade ao intento maldoso de destruir o que é autenticamente humano e cristão.

E tantos que se dizem crentes e cristãos continuarão a aplaudir esses atores que defendem um assassinato e aviltam a Vigem Mãe do Senhor!

Agora é esperá-los, sorridentes e faceiros, no Criança Esperança, em defesa daqueles que escaparam do abortamento que eles defenderam!

Hipócritas eles; omissos nós!


3 de nov de 2015

10 VERDADES SOBRE A VIDA DE UM SEMINARISTA

Seminário é uma instituição conhecida historicamente, mas extremamente desconhecida pela verdade dos fatos. Às vezes nos apegamos a estereótipos quase infantis como o de que um padre se faz como se faz receita de bolo: juntando um ingrediente aqui, outro ali, esperando o tempo necessário, e “voilà!”, forma-se um sacerdote perfeito. Não é tão fácil assim. 


Conhecemos os estereótipos, mas poucas vezes ouvimos falar a partir de dentro o que realmente acontece. Pensando nisso, seria possível elencar algumas verdades sobre a vida de seminário que poucas vezes são comentadas por aí, como as seguintes:

1. Formar não é colocar numa forma

Como dissemos, não se trata de juntar ingredientes ou fazer cálculos matemáticos. A formação sacerdotal é muito complexa. Em primeiro lugar porque cada um tem uma história própria. Em segundo lugar porque a configuração em Cristo é um movimento muito mais interior que exterior. Em outras palavras, requer força de vontade, convicção, caráter e, sobretudo, fé. A maior parte desse processo depende da disposição do candidato a adequar-se ao “molde” que chamamos Cristo. Você pode passar 8, 9, 10 anos formando um candidato. Se ele endurece o interior, não há forma capaz de conter a pressão que ele próprio representa. Portanto, formar é dar diretrizes para que o próprio candidato se converta à luz do Espírito Santo. Sem a participação ativa do maior interessado na vocação, não há forma capaz de dar o formato almejado.

2. Há conflitos;

Mais uma vez aqui pesa a história de vida de cada um. Porém, essa talvez seja a mais natural das verdades sobre a vida de seminário. Afinal, todos viemos de determinados grupos, como a família, os amigos, o trabalho, etc. Se por um lado faz parte da nossa condição humana viver em sociedade, por outro cada pessoa que atravessa a nossa história representa um desafio. O mais interessante do convívio com as diferenças no seminário é que ele representa uma verdadeira escola para o convívio com fiéis (nem sempre agradáveis) da nossa futura paróquia.

3. Não passamos o dia rezando;

Eis mais um estereótipo pueril. Temos uma vida extremamente diversificada, ainda que disciplinada: jogamos futebol, lavamos louça, jogamos cartas, estudamos, rezamos, assistimos TV e até saímos para assistir a um filme de vez em quando…Não só na vida de seminário, mas para todos é importante ter uma rotina equilibrada, que contemple diferentes necessidades. Normalmente a formação sacerdotal cuida desses aspectos dividindo didaticamente a vida do candidato em quatro dimensões: Intelectual, Pastoral, Espiritual e Humano-afetiva. Isso é importante para que o futuro padre saia do seminário mais que intitulado padre, que saia com uma personalidade integrada e mais parecida com o rosto de Cristo.

4. Dizer sim todos os dias é mais difícil;

No começo temos muitas expectativas, queremos dar tudo a Cristo, até o sangue se fosse necessário. Com o tempo, assim como o namoro, as coisas vão se esfriando, o sim dito lá atrás vai aos poucos se transformando numa distante lembrança de um tempo que não volta. Às vezes temos a impressão de que estamos apenas nos arrastando e esperando o dia da ordenação (ou o da morte se não for pedir muito). Apesar de ser um desafio, dizer sim todos os dias vale muito mais a pena. Assim as coisas deixam de ter um peso para assumirem a bela dimensão da grandiosidade daquilo que esperamos.

5. Um padre não se faz no dia da ordenação;

Um dos nossos formadores sempre diz: “Um padre não se faz no improviso”. Grande verdade! Pode até parecer cansativo esse exemplo para alguns, mas se não acordo todos os dias para ir à missa no seminário, dificilmente terei disposição para instituir uma missa cedo na minha paróquia, ainda que seja uma necessidade para os fiéis. Outro exemplo: se não crio o hábito de rezar a liturgia das horas todos os dias, quando padre sempre inventarei alguma outra atividade “mais importante”. Criar hábito é forjar-se. Isso é difícil, requer sacrifício e abnegação. Porém, quando temos diante dos olhos o Modelo, Cristo Jesus, qualquer sacrifício se torna um ato verdadeiramente salvífico, para nós e para os outros.

6. Estudar teologia não é garantia de espiritualidade;

Passar quatro anos estudando teologia sem criar uma relação de amizade com Cristo é como construir uma casa sobre a areia. Não temos “encontros com Cristo” na sala de aula. Se alguém teve essa experiência, que me conte o quanto antes! Na verdade o relacionamento com Cristo é sempre anterior. Nesse contexto a teologia entra para aumentar o amor, para edificar as bases da construção.  Em suma, a frase atribuída ao papa Francisco sobre Bento XVI é válida para todos nós: “Teologia se faz de joelhos”.

7. Você aprende a ter misericórdia;

Misericórdia é a coisa mais bela que um homem pode oferecer a outro. Quanto mais quando essa atitude vem de um servo de Deus! O tempo de seminário é um tempo essencialmente de prova. Cada dificuldade, cada desafio, cada tristeza tem de servir como lição para que um dia o padre também se identifique com a miséria dos outros. Fica para sempre na memória do seminarista o abraço de misericórdia que Deus lhe estendeu numa situação difícil. É esse o abraço que o padre terá a oferecer ao mundo.

8. Nem todos atingirão a meta;

Por um lado infelizmente nem todos atingirão a meta, pois, como a parábola do semeador (Mt 13), muitas coisas podem acontecer com a semente ao longa do caminho. Por outro lado, felizmente, muitos descobrem a verdadeira vocação dentro dessa vocação. Seminário é tempo de discernimento. Temos de ter a consciência de que cada um que entra no seminário já é digno de louvor pelo simples fato de ter renunciado ao mundo para tentar uma vida em Deus. Não podemos julgar ninguém que deixa de ser seminarista como se tivesse aprontado ou abandonado a guerra na metade. Como cristãos, deveríamos acolhê-los bem em nossas comunidades e ajuda-los a recuperar o norte depois de uma experiência tão profunda quanto o chamado à vida consagrada.

9. Somos felizes;

Sim. Aqui não há tempo ruim. Podemos reclamar, dizer que as coisas poderiam ser melhores, mas na maior parte do tempo somos muito felizes. Podemos dizer isso com convicção porque não dá para ficar 24 horas confinado num lugar se não for por amor. Nessa dinâmica, descobrimo-nos felizes porque estamos próximos de quem mais queríamos estar: Jesus Cristo. Como diz o papa Francisco, “um santo infeliz é um triste santo”. Você pode até encontrar um seminarista mal humorado por aí, mas nunca infeliz, nunca mal humorado a ponto de estar sempre de cara amarrada. Eu mesmo nunca encontrei um desses. Talvez o nosso grande defeito seja justamente esse: somos felizes demais para se dar conta disso o tempo todo.

10. Solidão é diferente de abandono;

Somos celibatários por amor do reino de Deus, como diria São Paulo. O amor é pura relação. Por mais que não tenhamos uma companheira ao nosso lado, ficamos satisfeitos com a relação que assumimos com Deus e mais concretamente com a Igreja. Muitos querem arranjar um problema no fato do padre ou seminarista serem sós, como se fossem abandonados por tudo e por todos. Pelo contrário! Olhe ao redor de um padre…muitas vezes, de fato, ele tem dificuldade de encontrar tempo para si. Um padre só, sem vínculo unilateral, tem muito mais espaço para amar, seja a Deus ou o próximo. Portanto, ao ver um padre sozinho, não ache que ele está abandonado, ele só está amando da forma em que foi chamado a amar.

Agora que já sabemos um pouco mais do que se diz sobre os seminaristas, talvez tenha dado para perceber que esse caminho nem sempre é fácil. Importa a cada dia rezar para que tenhamos padres santos, pois aonde há um bom padre, há ali também uma parte do que o mundo precisa para ser melhor.

Fonte: https://nanuvemoficial.wordpress.com/2015/10/27/10-verdades-sobre-a-vida-de-um-seminarista/

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