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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

27 de dez de 2015

Exclusiva] “Depois dos grupos Europeus, brasileiros compõem maior número de inscritos na Jornada de Cracóvia”, afirma padre brasileiro ligado à organização do evento com o Papa

O Blog ANCORADOURO conversou com exclusividade com o Padre João Wilkes Rebouças Chagas Júnior, responsável pela seção Jovem do Pontifício Conselho para os Leigos, Dicastério da Sé Romana que organiza a Jornada Mundial da Juventude junto à Diocese escolhida, neste ano, a de Cracóvia.

Padre João Chagas é cearense e membro da Comunidade Católica Shalom.

Convidamos todos os jovens para que se mobilizem para participar da Jornada Mundial da Juventude. Creio que muitos poderão participar indo até Cracóvia e lá viverem  o jubileu da Misericórdia da juventude celebrada a nível mundial”, afirma o sacerdote que é membro da Comunidade Católica Shalom.
Aos que não podem ir até a Cracóvia padre João Wilkes estimula para que “participem espiritualmente deste momento”. Estes jovens poderão acompanhar as mensagens do Papa Francisco para a juventude, como a deste ano que já foi publicada.
“A Jornada será um momento de graça”, disse o sacerdote que adiantou ao blog que “o grupo do Brasil é o mais numeroso, depois dos grupos da Europa, inscritos na Jornada; os jovens brasileiros compõem o maior grupo absoluto  para o serviço voluntário da Jornada até o momento; e também representa o maior número de voluntários que já estão trabalhando no escritório da Jornada na Cracóvia”.
Imagem da missa de encarramento da JMJ Rio 2013.

“Sabemos que o momento econômico do Brasil não é fácil”, pontua o padre, mas explica que os grupos de oração, pastorais, paróquias e movimentos podem se mobilizar para enviar “pelo menos um representante”. “Esperamos você ou alguém que lhe represente na Jornada de Cracóvia em 2016″, finaliza o sacerdote cearense.
O número de jovens inscritos na Jornada ultrapassa os 500 mil. Mais informações: http://www.krakow2016.com/pt/
Fonte: Ancoradouro

25 de dez de 2015

A Misericórdia se fez carne e habitou entre nós


Pequeno Grande

Celebramos com muita alegria o Natal do Senhor Jesus Cristo! Uma noite de reencontros, de fraternidade; acima de tudo uma noite para recordarmos e darmo-nos conta, mais uma vez, da enorme condescendência de Deus para com a humanidade. Ao voltarmos nosso olhar para o Presépio vemos a pequenez com que o Filho de Deus entrou no mundo, mas ali estava um “Pequeno Grande”. Sim! Uma pequena criança, envolta nos panos, acompanhada de poucas pessoas e alguns animais; uma criança totalmente dependente dos cuidados daqueles que o rodeavam. Mas, um Grande, o Filho de Deus, que por amor da humanidade aceitou fazer a vontade do Pai do Céu, como afirma a carta aos Hebreus (Hb 5,7-10)“Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedadeEmbora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, porque Deus o proclamou sacerdote segundo a ordem de Melquisedec”.
A essa condescendência divina poderíamos chamar de Misericórdia; misericórdia porque foi para salvar os homens que o Filho de Deus veio ao mundo. Foi para libertar o homem ferido pelo pecado que Ele resolveu se humilhar, fazer-se um com os homens, por pura misericórdia, assim afirma o Apóstolo: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens em tudo, menos no pecado” (Fl 2,6-7).

A encarnação da misericórdia


Assim, sem querermos forçar o texto bíblico, podemos parafrasear o evangelista São João dizendo que “a Misericórdia se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Misericórdia porque a humilhação (kenosis) do Verbo se deu para que Ele provasse da nossa pobre e miserável condição de pecadores, para que Ele sentisse os sentimentos do coração humano, as alegrias e as dores humanas. Isso mesmo significa misericórdia: “Sentimento de caridade despertado pela dor de outrem; piedade, compaixão”Portanto da parte de Deus a encarnação do Verbo é ação real demonstrada pela misericórdia para conceder perdão unicamente por bondade, por amor, por graça.
O Papa Francisco nos lembra exatamente isso: “Precisamos sempre de contemplar omistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro”. (Misericordiae Vultus, n.02).
Para todos, especialmente os cristãos, celebrar o Natal deverá então reinflamar os corações para fazerem a experiência da misericórdia, experiência de sentirem-se tão amados por Deus, mas ao mesmo tempo de fazerem os outros sentirem-se amados por Deus. Quantos de nós sentimos a alegria em nossos corações por nos sentirmos tão amados do Senhor. Mas, quantos em nosso mundo, em nossas Cidades sentem-se tão sozinhos, tão desprezados, tão esquecidos, seja nas periferias físicas seja nas periferias existenciais, nas ruas, nos leitos de hospitais, nos asilos, nas creches, nos presídios, em casa, enfim… quantos à espera de um olhar, de um aperto de mão, de um abraço, de um carinho terno….

Desçamos aos mais necessitados


Se um dia fomos abraçados pelo Senhor que desceu do Céu e veio até nós, desçamos também nós até os necessitados, façamos da nossa vida encarnação atual da misericórdia de Deus que um dia veio “e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1,14). Que por nós, neste Natal, a glória da Misericórdia brilhe sobre tantos irmãos, pois Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado” (Misericordiae Vultus, n.02), esse é o mistério do Natal que celebramos a cada ano.

Pe. Rafhael Silva MacielReitor do Seminário Propedêutico de Fortaleza e Missionário da Misericórdia.

Fonte: Blog Ancoradouro

NATAL NO ANO DA MISERICÓRDIA

Estamos celebrando mais uma vez o Natal de Jesus, expressão maravilhosa da misericórdia divina. E neste iniciado Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia instituído pelo Papa Francisco, somos levados à contemplação do mistério revelado: Deus milagrosamente rompeu o abismo que se poderia pensar entre o Criador e a criatura, fazendo-se Ele mesmo criatura entre as suas.
São Paulo aos cristãos de Filipos exortava como fruto do encontro humano com Cristo, Deus entre nós:2, 5 Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo: 6 Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus.7 Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, 8 humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! 9 Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; 10 para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”
E assim se fez para elevar a humanidade, de sua condição de pecado e de morte, à glória da filiação divina. E a todos, em Cristo, o Filho Eterno feito homem, por infinita condescendência e misericórdia, faz participantes da natureza e vida divinas.
A isto se dá o nome de misericórdia: o coração voltado ao miserável. E por fidelidade divina, ternura, compaixão e o desejo irredutível de Deus de fazer de sua criatura humana, verdadeira imagem e semelhança sua.










Na tradição litúrgica cristã, o Natal surgiu como uma solenidade que é já “pequena páscoa”, expressão na humildade humana do nascimento, da comunhão misteriosa que Deus realiza com sua criatura humana, fazendo-se carne e habitante entre nós. A expressão máxima e consumada desta misericórdia divina, que ultrapassa qualquer imaginação, se cumprirá na “páscoa da morte e ressurreição”. Na pequena páscoa Deus se esconde na humanidade, se expressa em sua fragilidade. E esta chegará à sua consumação na morte de cruz – suprema humanização de Deus. Na páscoa da ressurreição a humanidade se expressa em divindade – suprema divinização do homem. E para ela agora toda a humanidade caminha como destino certo e definitivo.
Assim reza uma oração litúrgica muito antiga da solenidade do Natal do Senhor na Missa do dia: “Ó Deus, que criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.” Aqui está a expressão mais consumada da misericórdia divina que faz comunhão plena conosco. Ele supera tudo o que desumaniza a pessoa humana e a eleva a uma altura jamais sonhada.
Desta fonte de misericórdia virá para a humanidade uma torrente que se espalhará nela no espaço e no tempo: a misericórdia entre as pessoas humanas. Se assim Deus ama sua criatura, assim o mesmo Amor no coração humano renovado tomará imprevistas formas. Os relacionamentos humanos serão conformados pelos mesmos sentimentos e atitudes do misericordioso Deus. “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso…” (Lc 6, 36), exorta Jesus a todos os que dele se aproximam. E Ele mesmo dá exemplo vivo desta misericórdia: “Assim vocês se tornarão filhos do Pai que está no céu, porque ele faz o sol nascer sobre maus e bons, e a chuva cair sobre justos e injustos.” Mt 5, 45.
E a consequência desta corrente de misericórdia será uma grande, imensa e única comunhão universal. E todos se tornam membros de uma mesma realidade humana e divina: a comunhão dos homens com Deus e entre si. Milagre impensável da misericórdia: coisa que os olhos humanos jamais viram, os ouvidos jamais ouviram e o coração humano jamais sonhou! – 20 “Eu não te peço só por estes, mas também por aqueles que vão acreditar em mim por causa da palavra deles, 21 para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti. E para que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo acredite que tu me enviaste. 22 Eu mesmo dei a eles a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um. 23 Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade, e para que o mundo reconheça que tu me enviaste e que os amaste, como amaste a mim. 24 Pai, aqueles que tu me deste, eu quero que eles estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória que tu me deste, pois me amaste antes da criação do mundo. 25 Pai justo, o mundo não te reconheceu, mas eu te reconheci. Estes também reconheceram que tu me enviaste. 26 E eu tornei o teu nome conhecido para eles. E continuarei a torná-lo conhecido, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles.”Jo 17. Esta é a vitória da misericórdia! Entre nós ela nasce na carne humana!

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano

15 de dez de 2015

O Tempo da Santa Misericórdia

Com o título “O Advento da Misericórdia”, eis artigo do padre Rafhael Silva Maciel, reitor do Seminário Propedêutico e Missionário da Misericórdia. Ele aborda esse tempo de perdão aberto, nesse domingo, no mundo pelo papa Francisco. Confira:

Faz poucos dias o Papa Francisco inaugurou para toda a Igreja um Jubileu extraordinário: o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Esta iniciativa divina foi anunciada pelo próprio Santo Padre, no dia 13 de março de 2015, por ocasião de uma Celebração Penitencial de Quaresma. Disse, naquela ocasião o Papa: “Queridos irmãos e irmãs, pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos percorrer este caminho. Por isso decidi proclamar um Jubileu extraordinário que tenha no seu centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia. Queremos vivê-lo à luz da palavra do Senhor: ‘Sede misericordiosos como o Pai’ (cf. Lc 6, 36). E isto, sobretudo para os confessores. Muita misericórdia!”. Assim, durante o ano de 2015 fomos nos preparando, como que vivendo um advento à espera da abertura deste tempo de graça e de conversão do Ano Santo da Misericórdia.























Advento é uma palavra já conhecida no nosso vocabulário religioso e litúrgico. Significa a espera por alguém que está por vir. Preparamo-nos durante este período do advento de modo mais imediato para o Natal do Senhor; aguardamos com alegria por Aquele que é o Prometido às Nações, o Príncipe da Paz.

Jesus veio de modo simples e escondido para realizar o plano de salvação do Pai, para em tudo realizar a vontade do Pai. E submeteu-se à fragilidade de uma criança e a todas as intempéries de condição humana e do seu tempo, como já dizia Bento XVI, no Advento de 2012: “Deus não se fechou no seu céu, mas inclinou-se sobre as vicissitudes do homem: um mistério grande que chega a superar qualquer expectativa possível. Deus entra no tempo do homem do modo mais impensado: fazendo-se menino e percorrendo as etapas da vida humana, para que toda a nossa existência, espírito, alma e corpo (…) possa conservar-se irrepreensível e ser elevada às alturas de Deus. E faz tudo isto pelo seu amor fiel pela humanidade” (Homilia nas I Vésperas, 01.12.2012).
Agora, o Senhor deseja encontrar-se novamente com todas as pessoas, num novo advento; um advento de misericórdia. Num mundo tão marcado por violência, por guerras, por crimes bárbaros contra a dignidade humana; num tempo marcado pelo relativismo moral e ético, pela busca desenfreada por autonomia, pela ditadura das ideologias, pela falta de sensibilidade para com os que estão nas periferias existenciais; o Senhor, por meio do Santo Padre Francisco, está propondo para toda a Igreja e para os homens e mulheres de boa vontade, um advento de misericórdia, por que Deus foi misericordioso com a humanidade, enviando-nos seu Filho para nos salvar. Um tempo onde possamos mostrar ao mundo a face misericordiosa de Deus.
Dizia sobre esse ponto, o Papa Francisco: “Por que motivo um Jubileu da Misericórdia, hoje? Simplesmente porque a Igreja é chamada, neste tempo de grandes mudanças epocais, a oferecer mais vigorosamente os sinais da presença e proximidade de Deus. Este não é o tempo para nos deixarmos distrair, mas para o contrário: permanecermos vigilantes e despertarmos em nós a capacidade de fixar o essencial. É o tempo para a Igreja reencontrar o sentido da missão que o Senhor lhe confiou no dia de Páscoa: ser sinal e instrumento da misericórdia do Pai (cf. Jo 20, 21-23). Por isso o Ano Santo deverá manter vivo o desejo de individuar os inúmeros sinais da ternura que Deus oferece ao mundo inteiro, e, sobretudo a quantos estão na tribulação, vivem sozinhos e abandonados, e também sem esperança de ser perdoados e sentir-se amados pelo Pa\i (Homilia 11,04.2015).
É comum o chavão de dizermos que é preciso, no advento, preparar nosso coração para que Jesus nasça nele. E isso é verdade! Mas, esse novo nascimento do Senhor nos corações precisa fazer gerar em cada um “os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5). Cada coração deve estar se preparando deixando que o Amor encontre mais espaço dentro de si. E como o Amor encontrará espaço maior em nossos corações? O Papa Francisco dizia algo bem pedagógico para os fieis na homilia do III Domingo do Advento de 2014: rezar e dar graças, e ainda mais transmitir notícias boas aos outros (porque somos cristãos!). O Papa, na mesma ocasião assim resumia: “rezemos, para pedir a alegria do Natal. Demos graças a Deus por tudo aquilo que Ele nos concedeu, antes de tudo pela fé. Esta é uma graça grandiosa. Em terceiro lugar, pensemos onde posso ir levar um pouco de alívio, de paz a quantos sofrem. Oração, ação de graças e ajuda ao próximo.
Assim podemos ter meios bem concretos para deixar que este Advento da Misericórdia seja eficaz em nossa vida e em nossas comunidades. Um advento de gestos concretos, que vão desde a oração e confissão sacramental até a caridade operativa para a qual o Evangelho e a vida de oração nos impelem.
Abriu-se para nós uma Porta Santa! Jesus é a Porta (Jo 10,7). Todos os anos nós recordamos que essa Porta Santa, que é Jesus, foi aberta para nós com o seu nascimento, com a sua Encarnação. Ele fez-se Porta da Misericórdia, aberta para todos. O Papa Francisco na Bula Misericordiae Vultus, n.1, diz: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. (…) O Pai, ‘rico em misericórdia’ (Ef 2, 4), depois de ter revelado o seu nome a Moisés como ‘Deus misericordioso e clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e fidelidade’ (Ex 34, 6), não cessou de dar a conhecer, de vários modos e em muitos momentos da história, a sua natureza divina. Na ‘plenitude do tempo’ (Gl 4, 4), quando tudo estava pronto segundo o seu plano de salvação, mandou o seu Filho, nascido da Virgem Maria, para nos revelar, de modo definitivo, o seu amor. Quem O vê, vê o Pai (cf. Jo 14, 9). Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa, Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus”.
Assim, preparemo-nos bem, neste Advento, para entrarmos de corpo, alma e espírito no Ano Santo da Misericórdia. Pedindo “um Ano em que sejamos tocados pelo Senhor Jesus e transformados pela sua misericórdia para nos tornarmos, também nós, testemunhas de misericórdia” (Papa Francisco, Homilia, 11/04/2015). Por fim, que a Mãe da Misericórdia interceda por nós, “para compreendermos o compromisso a que somos chamados, e nos obtenha a graça de vivermos, com um testemunho fiel e fecundo, este Jubileu da Misericórdia” (idem), neste advento da Misericórdia.
* Padre Rafhael Silva Maciel, Reitor do Seminário Propedêutico e Missionário da Misericórdia.

Fonte: Blog do Eliomar

13 de dez de 2015

Padre brasileiro faz 70 anos de sacerdócio e é testemunho de zelo pela salvação das almas

Na terça-feira, 8 de dezembro, enquanto a Igreja no mundo todo celebrava a Solenidade da Imaculada Conceição e a abertura do Ano da Misericórdia, em Maranguape (CE), Arquidiocese de Fortaleza, os fiéis tinham um motivo a mais para comemorar: os 70 anos de ordenação sacerdotal de Monsenhor Mauro Herbster, um testemunho de vida doada aos irmãos.




























Monsenhor Mauro Herbster é cearense, natural de Maranguape, nascido em uma família católica e atualmente tem 94 anos de idade. Quando jovem, estudou no colégio dos Irmãos Maristas e entrou para o Seminário, tendo sido ordenado em 8 de dezembro de 1945.

Conterrâneo deste sacerdote, Padre Rafhael Maciel, Reitor do Seminário Propedêutico da Arquidiocese, esteve presente na Missa em ação de graças pelo aniversário de ordenação. Para ele, o Mons. Herbster, em suas sete décadas como padre, é um testemunho da misericórdia divina, com “seu zelo pela salvação das almas”.

“Ele nunca faltava a unção dos enfermos aos fiéis e, de modo particular, aos agonizantes. A qualquer hora do dia que o chamassem, mesmo que fosse à noite ou de madrugada, o Monsenhor ia, para que uma pessoa não morresse sem a santa unção”, conta.

Esta especial atenção dada aos enfermos foi relata pelo próprio Monsenhor, em 2012, em uma entrevista ao site Tribuna do Ceará, quando expressou a “alegria de nunca ter deixado um enfermo morrer sem ser sacramentado, sem receber a confissão. De forma que todos, graças a Deus, puderam ser atendidos”.

De acordo com Padre Rafhael, Monsenhor Mauro também é um modelo de padre confessor. “Passava horas no confessionário, todos os dias. Nas comunidades onde ia celebrar, ele chegava bem antes da Missa e ali, antes da Celebração da Eucaristia, atendia inúmeras confissões. É um padre que deu muito do seu ministério ao sacramento da Reconciliação”.

Além disso, sempre demonstrou “amor e o zelo pela Eucaristia” e também unidade com a Igreja, “na reverência ao Bipo diocesano, na obediência às normas diocesanas e da Igreja Católica”.

“É um testemunho vocacional que arrastou muitas vocações para o Seminário”, sublinha Pe. Rafhael, sendo ele mesmo uma dessas vocações despertadas pelo Monsenhor Mauro.

“Sou um dos últimos frutos vocacional do ministério paroquial do Monsenhor aqui na nossa Paróquia de Maranguape. Ele me batizou ainda quando eu era recém-nascido, me enviou para o seminário e depois, na minha primeira Missa, foi quem proclamou a homilia”, relembra.

Para a cidade de Maranguape, este sacerdote de longos anos dedicados ao povo representa muito sobre aquele local. Pe. Rafhael afirma que o Monsenhor é “um filho muito querido” deste município.

“Ele mesmo disse ontem na Missa: ‘sinto que sou muito amado por esse povo e quero que esse povo saiba que eu também o amo muito’”, conta o Reitor.
De acordo com ele, entre os motivos para este carinho recíproco está o fato de Mons. Mauro ter doado “a própria vida pelo povo daquele lugar”. “Ele foi pároco em Maranguape por 31 anos, sendo a última Paróquia pela qual passou entre as muitas em que esteve na Arquidiocese de Fortaleza. Ali pôde exercer seu ministério sacerdotal com muita profundidade, com muita graça”, pontua.
Por isso, a celebração das sete décadas de sacerdócio, ontem, contou com grande participação dos fiéis, que lotaram a Igreja de Nossa Senhora da Penha, em celebração que teve a presença do Vigário Geral da Arquidiocese, Mons. João Jorge Corrêa Filho, representando o Arcebispo, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques.
“É uma profunda alegria para o povo daquela Paróquia, pessoas que foram batizadas, que tiveram o casamento abençoado por ele, que receberam os sacramentos das mãos dele, que foram cuidadas e pastoreadas por ele várias vezes. A Igreja ficou lotada para dizer a Deus muito obrigado, porque 70 anos de sacerdócio, diga-se de passagem, não é todo mundo que chega lá, não!”, conclui Pe. Rafhael.
Fonte: ACI Digital

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